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Trump liga para Petro após chamá-lo de “traficante” e sugerir ataque militar à Colômbia

Conversa ocorre dias depois de presidente americano afirmar que operação contra país sul-americano "soava bem"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, conversaram por telefone nesta quarta-feira (07/01). A ligação ocorreu após dias de declarações hostis entre os dois chefes de Estado, incluindo a sugestão de Trump sobre uma possível operação militar contra o país sul-americano. Segundo a mídia colombiana, o contato aconteceu por volta das 18h (20h pelo horário de Brasília).

Durante a conversa, os líderes discutiram a “situação das drogas” e “as divergências que tiveram” recentemente, segundo post do americano em sua rede social, a Truth Social.

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Trump manifestou interesse em receber Petro na Casa Branca “em um futuro próximo”, segundo informações divulgadas por ele após o contato. Até o momento, Bogotá e Washington ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o conteúdo da conversa entre os dois líderes. O diálogo acontece em um momento de deterioração das relações diplomáticas entre os dois países.

No domingo (04/01), a bordo do Air Force One, Trump afirmou que uma operação militar contra a Colômbia “soava bem” quando questionado por jornalistas sobre essa possibilidade. Essa declaração surgiu logo após a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no sábado (03/01), quando o líder norte-americano não descartou uma possível operação militar dos EUA na Colômbia, sob a mesma justificativa utilizada no ataque contra Caracas: combater o narcotráfico.

Em resposta às declarações do presidente americano, Petro acusou Trump de possuir um “cérebro senil”. O presidente colombiano publicou nas redes sociais: “O rótulo que Trump me dá, de foragido do narcotráfico, é um reflexo de seu cérebro senil. Ele vê os verdadeiros libertários como narcoterroristas porque não entregamos nem o carvão nem o petróleo”.

Na segunda-feira (5), Petro indicou que analisaria as falas do presidente americano antes de responder formalmente ao que chamou de “ameaça ilegítima”. O líder colombiano também criticou a operação militar americana que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro no sábado anterior.

As tensões entre os dois países se intensificaram em outubro de 2025, quando o governo Trump impôs sanções contra o líder colombiano. No domingo, Trump fez duras críticas à Colômbia e seu presidente, o primeiro de orientação política de esquerda na história do país. Desde o fim do último ano, o presidente colombiano passou a ser apontado por Trump como “traficante de drogas ilegais”.

“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos — e não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, afirmou Trump. Quando jornalistas o questionaram sobre a possibilidade de uma operação militar contra a Colômbia, o presidente americano respondeu: “Soa bem para mim”.

O telefonema desta quarta-feira representa uma tentativa de reduzir as tensões entre os dois países, em meio ao histórico recente de declarações hostis de ambos os lados. As ameaças contra Petro surgiram após o líder da Colômbia se posicionar, de forma dura, contra a presença militar dos EUA na América Latina e Caribe, além de críticas sobre os bombardeios norte-americanos contra embarcações que navegavam por águas da região.

Leia Mais: Agente de imigração mata mulher a tiros em operação nos EUA

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