Trump “manda” Maduro renunciar e recebe resposta atravessada do venezuelano

Troca de farpas esquenta discurso entre EUA e Venezuela em meio a bloqueio naval e pressão internacional

Por Redação TMC | Atualizado em
Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu publicamente que Nicolás Maduro deveria renunciar ao cargo, durante um evento na Casa Branca, nesta segunda-feira (22/12). A declaração veio em meio ao aumento da pressão militar e diplomática dos EUA contra a Venezuela, com interceptações de navios e acusações de envolvimento do governo venezuelano com o narcotráfico.

Clima de ameaça e resposta irônica

Trump afirmou que a renúncia seria a atitude “mais inteligente” de Maduro e alertou que haverá consequências caso o líder venezuelano decida “bancar o durão”. A fala ganhou ainda mais peso após a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, declarar que o venezuelano “tem que sair” do poder, reforçando o tom duro adotado por Washington.

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Horas depois, Maduro rebateu com ironia durante uma feira de produtores na Venezuela. Segundo ele, Trump “estaria melhor” se cuidasse mais dos próprios problemas internos do que se intrometer nos assuntos venezuelanos. A resposta foi direta e elevou o tom da já conhecida tensão entre os dois governos.

Enquanto isso, os Estados Unidos seguem interceptando petroleiros venezuelanos no Caribe, alegando combate ao tráfico de drogas. Oficialmente, a Casa Branca afirma que não busca uma mudança de regime, embora aliados próximos de Trump já tenham sugerido o contrário em entrevistas recentes.

A ofensiva americana também gerou reação internacional. China e Rússia criticaram duramente as ações dos EUA, classificando-as como violações do direito internacional e reafirmando apoio ao governo de Maduro. Pequim condenou as apreensões de navios, enquanto Moscou reforçou solidariedade ao aliado sul-americano.

Maduro, por sua vez, é acusado pelos EUA de liderar o chamado Cartel de los Soles, supostamente ligado ao tráfico de drogas. Washington oferece US$ 50 milhões por informações que levem à captura do presidente venezuelano, o que adiciona mais combustível a um embate que, ao que tudo indica, ainda está longe de esfriar.

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