Trump manda recado direto: americanos devem sair da Venezuela “imediatamente”

Casa Branca alerta para risco de prisão, tortura e caos enquanto tensão com Maduro explode

Por Redação TMC | Atualizado em
Donald Trump orientou que americanos deixem a Venezuela "imediatamente" e aumenta pressão sobre Maduro. (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)

O governo de Donald Trump pediu, nesta quinta-feira (4/12), que todos os cidadãos americanos deixem a Venezuela imediatamente, em meio à forte escalada das tensões entre Washington e o governo de Nicolás Maduro. O alerta foi divulgado pela Casa Branca, que classificou o país como lugar de “alto risco extremo” para estrangeiros.

Casa Branca liga o sinal vermelho

No comunicado oficial, os EUA afirmam que quem permanecer na Venezuela está sujeito a detenção arbitrária, tortura sob custódia, terrorismo, sequestro, violência e colapso na estrutura de saúde. O governo também reforçou que não há embaixada nem consulado americano no país, o que impede qualquer tipo de socorro emergencial.

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Além disso, a ordem vale até para americanos que estejam em solo venezuelano com passaporte de outro país. A recomendação é direta: não viajar à Venezuela por motivo algum. Para Washington, a situação virou um risco inaceitável.

A crise se agravou após uma ligação de 15 minutos entre Trump e Maduro em novembro, na qual o líder venezuelano teria pedido anistia total, inclusive para familiares, além da retirada das sanções econômicas. Em troca, segundo fontes da Reuters, ele aceitaria deixar o poder e permitir um governo interino.

Trump até ofereceu uma saída segura com prazo de uma semana, que venceu na sexta-feira. Logo depois, no sábado, os EUA anunciaram que o espaço aéreo da Venezuela estaria fechado, aumentando ainda mais a pressão diplomática e militar sobre Caracas.

No centro do conflito está a acusação dos EUA de que Maduro comanda o chamado “Cartel de los Soles”, agora classificado como organização terrorista por Washington. O governo venezuelano reagiu chamando a acusação de “mentira ridícula”.

Desde setembro, forças americanas atacaram mais de 20 embarcações no Caribe e no Pacífico, sob a justificativa de combater o tráfico de drogas. O saldo já chega a 83 mortos, segundo relatos, enquanto Maduro denuncia ações clandestinas da CIA e acusa os EUA de quererem se apropriar do petróleo venezuelano.

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