EUA atacam cidades iranianas em retaliação a incidente no Estreito de Ormuz

Bombardeios atingiram quatro cidades no sul do Irã horas após helicóptero Apache cair no Estreito de Ormuz; dois tripulantes foram resgatados

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Evan Vucci/Reuters)
Resumo
  • EUA bombardearam quatro cidades no sul do Irã na terça-feira (9), por ordem de Trump
  • Ação veio após helicóptero Apache cair no Estreito de Ormuz na segunda-feira
  • Dois tripulantes foram resgatados com drone marítimo de sete metros; estão estáveis
  • Causa da queda ainda é investigada; autoridade militar aponta drone iraniano como responsável

Donald Trump ordenou bombardeios contra o Irã na tarde de terça-feira (09/06), após a queda de um helicóptero Apache do Exército dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz na véspera. O Comando Central do Exército norte-americano (Centcom) confirmou o início das operações às 18h (de Brasília), descrevendo a ação como resposta proporcional à agressão iraniana.

Segundo o Centcom, os ataques foram lançados “por ordem do Comandante em Chefe”, em referência a Trump, “em resposta à derrubada de um helicóptero Apache do Exército dos EUA”. A nota classificou o episódio como “agressão iraniana injustificada”.

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Queda do Apache e resgate dos tripulantes

O helicóptero caiu nesta segunda-feira (09/06) na região do Estreito de Ormuz. Cerca de duas horas depois, os dois tripulantes foram localizados e retirados do local em condição estável. O resgate, segundo o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Exército dos EUA, foi realizado por um drone marítimo não tripulado de aproximadamente sete metros de comprimento.

A causa da queda ainda está sob investigação. Uma autoridade militar norte-americana disse ao site Axios que um drone iraniano teria atingido a aeronave. Foi a primeira perda de um Apache pelos EUA no conflito em curso no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro.

Cidades atingidas e contexto do cessar-fogo

De acordo com as agências de notícias estatais iranianas Isna e Mehr, os bombardeios atingiram as cidades de Qeshm, Sirik, Kohstak e Minab, todas no sul do país. Os ataques ocorreram durante um cessar-fogo em vigor desde o início de abril, acordo que já havia sido violado por Israel e pelo próprio Irã nos dias anteriores.

Na prática, a ruptura do cessar-fogo representa um novo patamar de escalada no conflito. Para o cidadão comum, o risco imediato está na instabilidade da região do Estreito de Ormuz, por onde passa parcela relevante do petróleo comercializado no mundo.

Horas antes dos bombardeios, Trump havia acusado publicamente o Irã pela queda do Apache e prometido resposta. O governo iraniano, por sua vez, havia declarado que reagiria de forma contundente a qualquer ação militar norte-americana.

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