O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (20/03) que pode estabelecer conversações com o Irã, mas descartou um cessar-fogo no conflito. O presidente dos Estados Unidos justificou a recusa alegando que as forças iranianas perderam capacidade operacional e liderança. O conflito entrou no 21° dia.
Em entrevista à imprensa em frente à Casa Branca, Trump explicou sua posição sobre a continuidade das operações militares. O presidente norte-americano avaliou que a situação atual no campo de batalha não favorece uma interrupção dos combates.
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“Podemos dialogar, mas não quero um cessar-fogo. Não se faz um cessar-fogo quando se está literalmente aniquilando o outro lado. Eles não têm marinha, não tem força-aérea, eles não têm equipamentos […] e os líderes deles estão todos mortos. Não é isso (cessar-fogo) que queremos”, disse Trump.
A declaração ocorre após avanços militares da aliança entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. As operações resultaram na eliminação de lideranças do regime iraniano e na destruição de infraestrutura militar do país.
Bombardeios mataram o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em 28 de fevereiro. Na terça-feira (17/03), operações militares eliminaram o chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani. Ambos ocupavam posições no alto escalão do regime iraniano.
Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, foi escolhido como novo líder supremo. Ele não foi visto em público desde que sucedeu o pai. Após a morte de Larijani, o Irã lançou ataques contra Israel.
Os combates ocorrem no Oriente Médio. Na quarta-feira (18/03), Israel atacou o South Pars, o maior campo de gás do Irã. O país retaliou com bombardeios contra estruturas energéticas do Golfo Pérsico.
O Irã fechou o Estreito de Ormuz, canal marítimo estratégico. O bloqueio provocou impactos econômicos globais. O barril de petróleo internacional atingiu US$ 115 na quinta-feira (19/03). O Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de 20% do petróleo mundial.
Trump criticou os países da Otan nesta sexta-feira. O presidente chamou os aliados de “covardes” por não quererem ajudar na reabertura do canal marítimo. A postura gerou uma crise diplomática entre os EUA e a Otan.
O chefe do departamento de guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou nessa quinta-feira que “não há um prazo definitivo para o fim da guerra”. A declaração indica que as operações militares devem continuar sem previsão de encerramento.
A extensão total dos danos às estruturas energéticas atacadas no Oriente Médio não foi divulgada. Também não há informações sobre quando Mojtaba Khamenei fará sua primeira aparição pública como líder supremo do Irã.




