O governo de Donald Trump decidiu retirar 700 agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) de Minnesota, em resposta aos protestos contra mortes ocorridas durante operações da agência.
A medida foi anunciada nesta quarta-feira (4/02) e inclui também a implementação de câmeras corporais para todos os agentes que atuam em Minneapolis.
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Dos 3 mil agentes originalmente enviados ao estado para operações contra imigrantes em situação irregular, aproximadamente 2 mil permanecerão na região, segundo informações divulgadas pelo governo federal.
Tom Homan, designado por Trump como “czar da fronteira”, foi o responsável pelo anúncio da redução do efetivo. Sua presença em Minnesota foi vista como uma tentativa de amenizar a atuação dos agentes federais após as mortes que geraram comoção pública.
As vítimas que desencadearam os protestos foram Renee Good, mãe de 37 anos, morta em 7 de janeiro, e o enfermeiro Alex Pretti, atingido por dez tiros disparados por agentes do ICE em 24 de janeiro. Após o incidente envolvendo Pretti, Donald Trump referiu-se a ele como “encrenqueiro”.
Na segunda-feira (2/02), a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, anunciou o início da distribuição de câmeras corporais para os agentes.
“Com efeito imediato, estamos distribuindo câmeras corporais para todos os policiais em serviço em Minneapolis. Conforme houver disponibilidade de recursos, o programa será expandido para todo o país”, declarou Noem através da rede social X.
Embora alguns agentes já utilizassem o equipamento anteriormente, não existia uma exigência formal para seu uso por todos os membros do serviço. A medida busca aumentar a transparência nas operações da agência.
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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação sobre a morte de Alex Pretti na semana passada, classificando o procedimento como “padrão” e focando na possível violação de direitos fundamentais da vítima.
Os protestos contra a atuação do ICE não se restringem a Minneapolis. Manifestações com aproximadamente mil participantes cada têm ocorrido em diversas cidades americanas, de Nova York a Los Angeles.
O governo federal ainda não divulgou quando os 700 agentes serão efetivamente retirados de Minnesota, nem para onde serão realocados.
