Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou nesta sexta-feira (9) que cancelou uma nova onda de ataques militares planejada contra a Venezuela após o governo venezuelano libertar um número significativo de presos políticos, gesto que ele interpretou como um sinal de “busca pela paz” e de cooperação entre os dois países.
Em postagem na sua rede social Truth Social, Trump disse que as ações de Caracas motivaram a decisão de suspender os ataques que estavam programados, mas ressaltou que unidades navais americanas permanecerão posicionadas no Caribe por motivos de segurança.
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O presidente também anunciou que grandes empresas petrolíferas pretendem investir “pelo menos US$ 100 bilhões” no setor energético venezuelano, caso o ambiente político continue estável. Trump disse que se reuniria com líderes dessas companhias nesta sexta-feira na Casa Branca para discutir possíveis aportes.
A libertação de presos políticos foi anunciada pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina Delcy Rodríguez, que descreveu o gesto como parte de esforços para “consolidar a paz” no país. Entre os beneficiados estão opositores e ativistas de direitos humanos, incluindo alguns com dupla nacionalidade, como cidadãos espanhóis.
Organizações de direitos humanos e familiares de detidos comemoraram algumas das solturas, mas alertaram que muitos outros presos continuam encarcerados e exigem novas liberações.
A trajetória recente entre os dois países foi marcada por tensão e confrontos. Há dias, forças dos EUA realizaram ações militares na Venezuela que culminaram na captura do ex-presidente Nicolás Maduro, em uma operação controversa que intensificou o conflito e atraiu atenção internacional.
Alega-se que a mudança de estratégia de Trump, ao menos nominalmente, reflete um esforço para estabilizar a situação no país sul-americano e ampliar a cooperação política e econômica, apesar de a manutenção de tropas e navios no Caribe indicar que a possibilidade de ação militar ainda persiste.
Contexto geopolítico e econômico
A possível entrada de investimentos de US$ 100 bilhões por petroleiras na Venezuela, país com as maiores reservas de petróleo do mundo, é vista por analistas como um movimento de longo prazo para reconstruir a infraestrutura energética e integrar a economia venezuelana aos mercados globais, caso haja estabilidade e regras claras.
A evolução dessa situação continua a impactar as relações diplomáticas na região, o debate sobre soberania venezuelana e as estratégias de política externa dos Estados Unidos na América Latina
