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Água e cerveja, R$ 25; coxinha, R$ 45: valores assustam delegações e jornalistas na COP30

Lanches e refeições na área azul da conferência internacional sobre o clima têm valores que chamaram a atenção de jornalistas e participantes estrangeiros

Por Renan Honorato | Atualizado em
Coxinha dourada colocada em forminha de papel branco sobre bandeja, acompanhada de sachês de maionese, mostarda e ketchup da marca Heinz.
Câmera Fotográfica A coxinha de frango está custando R$ 45 na pavilhão onde acontece a COP30 (Foto: Pexels/Vikeph)

Os preços salgados não estão restritos a hotéis e pousadas em Belém, mas também às lanchonetes instaladas dentro das zonas de exposição da COP30, na capital paraense.

Na blue zone, montada no Parque da Cidade, os valores cobrados surpreenderam integrantes de delegações estrangeiras, observadores e jornalistas.

Na área de imprensa, uma água enlatada de 350 mL ou refrigerante custa R$ 25, enquanto a cerveja, com ou sem álcool, sai por R$ 30. A sorte da equipe da TMC é que, nas geladeiras da sala de imprensa, é possível encontrar as mesmas latas gratuitamente.

E se a fome bater?

As delegações de 170 países terão de abrir a carteira e não apenas para financiar o ambicioso projeto brasileiro TFFF.

Um sanduíche natural custa R$ 35, enquanto a tradicional coxinha de frango chega a R$ 45. Já as refeições completas ultrapassam os R$ 60: o filé ao molho madeira é vendido por R$ 70, e a lasanha de abobrinha ou o frango xadrez, por R$ 60.

Para adoçar a cobertura, é preciso mais do que disposição, mas saldo no cartão de crédito: o brigadeiro custa R$ 20, o brownie R$ 30 e o quadradinho de maracujá, uma espécie de minibolo, R$ 35.

Preços altos são regra em eventos internacionais

Quem frequenta grandes festivais de música, como o Lollapalooza ou The Town, ou competições como o Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, já está acostumado com as tabelas de preços elevados.

Na última edição do GP de São Paulo, em 2024, os sanduíches custavam R$ 45, enquanto os combos chegavam a R$ 65. Para quem vai acompanhar George Russell na pista, é melhor estar preparado.

Leia mais: Fórmula 1: George Russell relembra corridas icônicas de Interlagos

No Lollapalooza Brasil 2025, os preços médios de comidas e bebidas giravam em torno de R$ 50. Em opções gourmet, como o poke, o valor chegava a R$ 70. A vantagem era a presença de alternativas de fast food, por R$ 27.

Nos Estados Unidos, o festival Coachella foi alvo de críticas após relatos de participantes que gastaram US$ 102 (R$ 545) em uma refeição com tacos, nachos e limonadas.

Segundo análise da plataforma Flashscore, em eventos esportivos internacionais, como a Copa do Mundo da FIFA, uma família de quatro pessoas pode gastar até US$ 1.500 apenas com ingressos e alimentação.

O artigo “Why is stadium food so expensive?” aponta que os preços elevados refletem custos operacionais altos, contratos exclusivos de concessão e falta de opções externas de alimentação.

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