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Campeã mundial de jiu-jitsu ajuda mulheres no combate à violência doméstica

Carina Santi conta como usou seu conhecimento em artes marciais para ajudar outras mulheres na defesa pessoal

Por Lucca Malinverni da TMC São Paulo e Brasília | Atualizado em
Câmera Fotográfica (Foto: Reprodução/Youtube/TMC News Br)

A campeã mundial de jiu-jitsu Carina Santi foi a convidada do Sobremesa desta segunda-feira (16/02) e comentou sobre a sua trajetória no esporte e o trabalho voltado à segurança das mulheres que ela conduz.

A atleta relatou que iniciou a prática da modalidade aos 36 anos como forma de superar um quadro de depressão e obesidade após o falecimento do pai.

“Eu já eu treinava handball na época e fazia faculdade de educação física. O jiu-jitsu entrou numa fase que eu estava com depressão, síndrome do pânico, obesa. Eu era modelo e de repente eu estava na obesidade, logo após o falecimento do meu pai, eu fiquei muito mal. E aí foi nesse momento que eu tive um convite oficial para estar fazendo uma aula experimental de jiu-jitsu.”

Além de todo o sucesso nos tatames, Carina utiliza o seu conhecimento no jiu-jitsu para ajudar outras mulheres através de um curso sobre defesa pessoal. A campeã mundial contou sobre como surgiu a ideia do projeto.

“Primeiro eu comecei com o curso. Foi na pandemia. Eu já tinha feito alguns “aulões” sobre jiu-jitsu, defesa pessoal para as mulheres. E aí durante a pandemia eu vi um aumento crescente de mulheres que estavam sofrendo de violência doméstica e estavam com seus agressores dentro de casa 24 por horas por dia“, disse Carina.

A Atleta abordou o assunto da violência doméstica de maneira mais profunda e ressaltou que a violência contra a mulher muitas vezes é normalizada na sociedade atual.

“Eu mesmo, quando eu comecei a trabalhar com isso e comecei a me aprofundar, vi que eu já tinha passado por muita coisa em relacionamentos anteriores e que eu nem sabia que eu estava dentro de uma violência doméstica. A gente às vezes acha que a violência é só quando parte para uma agressão, o bater, e vem muito antes, existe psicológica, patrimonial, entre muitas outras coisas que acontecem. E a gente não tem essa noção porque muitas também são normalizadas. O patriarcado faz isso, né? de normalizar a violência contra a mulher.

Carina exaltou o empoderamento feminino que o conhecimento das técnicas de defesa pessoal pode proporcionar.

“Eu criei o curso Defesa Consciente, que é um curso de defesa pessoal online, onde eu não ensino só técnicas de defesa pessoal com golpes. Eu ensino a mulher a prevenir muitas coisas, onde buscar ajuda, como a postura dela muda. E o principal, eu ensino hoje a mulher a se empoderar. A mulher empoderada é a mulher com uma autoestima, a mulher que tem autonomia, tem confiança, ela já não vai se colocar em situações de risco, ela vai ter uma visão diferente do mundo, ela fura uma bolha. Então, hoje a minha missão também com o movimento ‘Desperta, mulher!’ é levar esse tipo de informação, é trazer autonomia, autoconfiança, responsabilidade, muitas outras coisas. Trazer informação para que essa mulher saia de um ciclo ou nem entre em nenhum ciclo.”

Confira o trecho da entrevista:

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