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Correspondente na Europa, Marina Izidro cobre os principais desdobramentos políticos e econômicos do Reino Unido e da União Europeia. Uma análise refinada sobre como os eventos globais reverberam no Brasil.

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Conselho Europeu busca neutralidade no Irã e enfrenta impasse sobre ajuda à Ucrânia

A reunião do Conselho Europeu, realizada nesta quinta-feira (19/03), teve como eixos centrais os conflitos no Irã e na Ucrânia. A postura do bloco em relação ao Irã é de distanciamento e busca pela desescalada. Em comunicado conjunto, os líderes europeus reforçaram que a Europa não deseja envolvimento direto no conflito e pediram a proteção […]

Por Marina Izidro | Atualizado em
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, participa de uma coletiva de imprensa ao lado do presidente do Conselho Europeu, António Costa (não aparece na imagem), ao fim de uma cúpula de líderes da União Europeia em Bruxelas, Bélgica, em 20/03/2026.
(Foto: Yves Herman/Reuters)

A reunião do Conselho Europeu, realizada nesta quinta-feira (19/03), teve como eixos centrais os conflitos no Irã e na Ucrânia. A postura do bloco em relação ao Irã é de distanciamento e busca pela desescalada. Em comunicado conjunto, os líderes europeus reforçaram que a Europa não deseja envolvimento direto no conflito e pediram a proteção de civis e o respeito às leis internacionais.

Paralelamente, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda, Japão e Canadá emitiram uma nota conjunta condenando ataques iranianos a infraestruturas de petróleo e gás. O grupo reiterou o compromisso de garantir a segurança de petroleiros no Estreito de Ormuz por meio de “esforços apropriados”.

No que diz respeito à Ucrânia, o encontro foi marcado por um entrave diplomático. Embora a União Europeia tenha aprovado em dezembro um empréstimo de 90 bilhões de euros para socorrer a economia ucraniana, a implementação do recurso foi barrada pelo primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán.

Orbán justifica o veto citando problemas no oleoduto de Druzhba, que transporta petróleo russo para a Hungria através do território ucraniano. O premiê húngaro alega que o presidente Volodymyr Zelensky estaria retardando os reparos na estrutura, danificada por ataques russos. Como a liberação da verba exige unanimidade entre os 27 Estados-membros, o desembolso segue travado.

Apesar da resistência húngara, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assegurou que o auxílio financeiro será entregue à Ucrânia, buscando alternativas para viabilizar o repasse.

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