A reunião do Conselho Europeu, realizada nesta quinta-feira (19/03), teve como eixos centrais os conflitos no Irã e na Ucrânia. A postura do bloco em relação ao Irã é de distanciamento e busca pela desescalada. Em comunicado conjunto, os líderes europeus reforçaram que a Europa não deseja envolvimento direto no conflito e pediram a proteção de civis e o respeito às leis internacionais.
Paralelamente, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda, Japão e Canadá emitiram uma nota conjunta condenando ataques iranianos a infraestruturas de petróleo e gás. O grupo reiterou o compromisso de garantir a segurança de petroleiros no Estreito de Ormuz por meio de “esforços apropriados”.
No que diz respeito à Ucrânia, o encontro foi marcado por um entrave diplomático. Embora a União Europeia tenha aprovado em dezembro um empréstimo de 90 bilhões de euros para socorrer a economia ucraniana, a implementação do recurso foi barrada pelo primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán.
Orbán justifica o veto citando problemas no oleoduto de Druzhba, que transporta petróleo russo para a Hungria através do território ucraniano. O premiê húngaro alega que o presidente Volodymyr Zelensky estaria retardando os reparos na estrutura, danificada por ataques russos. Como a liberação da verba exige unanimidade entre os 27 Estados-membros, o desembolso segue travado.
Apesar da resistência húngara, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assegurou que o auxílio financeiro será entregue à Ucrânia, buscando alternativas para viabilizar o repasse.