- O que aconteceu na noite desta quarta-feira, no Parque São Jorge, é mais um capítulo lamentável da crise institucional do Corinthians.
- Mesmo nesse cenário, a votação aconteceu.
- ninguém sabe, de fato, quem manda hoje no Conselho Deliberativo
O que aconteceu na noite desta quarta-feira, no Parque São Jorge, é mais um capítulo lamentável da crise institucional do Corinthians. Um episódio que, na prática, só reforça a sensação de que o clube perdeu completamente o controle político.
A tentativa de afastamento do presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, foi conduzida em meio a uma série de irregularidades que colocam em dúvida a própria validade da reunião. O cenário foi tão confuso que os próprios responsáveis por conduzir o processo se recusaram a participar.
O próprio Romeu, alvo da votação, obviamente não presidiu a sessão. O vice-presidente do Conselho, Leonardo Pantaleão, também se recusou, alegando que o encontro era ilegal. A primeira secretária, Maria Ocampos, seguiu o mesmo caminho.
No fim, quem assumiu a condução foi Denis Piovezan, segundo secretário do Conselho e filho de diretor do clube — o que, por si só, já levanta questionamento estatutário sobre a legalidade da presidência da sessão.
Mesmo nesse cenário, a votação aconteceu. Por 115 votos a 5, Romeu Tuma Júnior foi afastado do cargo. Um resultado expressivo, mas que, diante de todo o contexto, não encerra a questão — pelo contrário, abre uma crise ainda maior.
Pouco depois, Leonardo Pantaleão se manifestou oficialmente e foi direto: para ele, a reunião não tem validade jurídica. Em sua avaliação, nada mudou e Romeu segue como presidente do Conselho Deliberativo.
O episódio carrega um simbolismo forte dentro do clube. O atual presidente, Osmar Stábile, que no passado recente se colocou como vítima de uma tentativa de ruptura institucional, agora se vê no centro de um movimento que, para muitos dentro do Corinthians, tem características semelhantes.
No fim das contas, o resultado prático é um só: o Corinthians sai mais uma vez exposto, dividido e mergulhado em uma disputa de poder que não interessa ao torcedor. Dentro de campo já é difícil. Fora dele, o clube insiste em piorar tudo.
E o mais grave é isso: ninguém sabe, de fato, quem manda hoje no Conselho Deliberativo do Corinthians.