- A crise institucional no Corinthians atingiu um novo patamar nesta quinta-feira
- Tudo começou na reunião que discutiria a reforma do Estatuto
- Diante da situação, Romeu Tuma Júnior decidiu encerrar o encontro
A crise institucional no Corinthians atingiu um novo patamar nesta quinta-feira, com episódios que escancaram o racha entre os principais nomes da política interna do clube. O que já era um ambiente de tensão virou um confronto direto, público e com consequências práticas dentro da estrutura administrativa.
Tudo começou na reunião que discutiria a reforma do Estatuto. No momento mais delicado do encontro, o presidente Osmar Stábile pegou o microfone e afirmou estar sendo ameaçado e coagido por Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, que estava ao seu lado. A declaração, feita ali, ao vivo, mudou completamente o rumo da reunião.
Diante da situação, Romeu Tuma Júnior decidiu encerrar o encontro e anunciou que a votação da reforma estatutária não passaria mais pelo Conselho Deliberativo, sendo levada diretamente para a Assembleia Geral de sócios. A decisão gerou forte reação nos bastidores, já que conselheiros consideram a medida contrária ao Estatuto do clube.
A partir daí, o clima azedou de vez. Os dois lados passaram a trocar acusações públicas, elevando o tom de um conflito que já vinha sendo tratado internamente. A crise deixou de ser política e passou a ter contornos institucionais claros.
O ponto mais sensível veio na noite de quarta-feira, quando Osmar Stábile publicou um edital convocando uma reunião extraordinária para deliberar sobre o afastamento provisório de Romeu Tuma Júnior da presidência do Conselho Deliberativo. A iniciativa surpreendeu até membros da própria gestão.
No documento, o presidente da diretoria executiva convoca os conselheiros para reunião com esse objetivo específico. O problema é que, pelo Estatuto, essa atribuição é, em regra, do presidente do Conselho. Stábile, no entanto, entende que há respaldo jurídico para a medida.
Romeu Tuma Júnior reagiu imediatamente. Em nota, classificou a decisão como ilegal e fez críticas duras à condução do processo. Segundo ele, há desrespeito às instâncias do clube e quebra do rito previsto no Estatuto.
O cenário, hoje, é de insegurança institucional dentro do Corinthians. Com interpretações divergentes do Estatuto, decisões sendo contestadas publicamente e uma disputa aberta entre dois dos principais cargos do clube, o ambiente político atinge seu momento mais delicado dos últimos anos.
Os documentos divulgados pelas duas partes ajudam a dimensionar o nível do conflito e mostram que a disputa já ultrapassou os bastidores. Confira abaixo o edital publicado por Osmar Stábile e a nota de resposta de Romeu Tuma Júnior na íntegra.




