Deputado Sóstenes Cavalcante nega irregularidades e contesta operação da PF

Parlamentar detalhou uso de veículo blindado, justificou transação imobiliária de R$ 690 mil e associou nova fase da investigação à sua indicação para a liderança do PL

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O líder do PL na Câmara, Deputado Sóstenes Cavalcante
(Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O deputado federal Sóstenes Cavalcante pronunciou-se publicamente no Congresso Nacional após a nova fase da operação da Polícia Federal que mira seus aliados. O parlamentar negou qualquer envolvimento em ilegalidades, afirmou que “quem não deve, não teme” e classificou a ação dos policiais como uma “cortina de fumaça” e que “a montanha continua parindo um rato”. Ele sugeriu ainda que a operação foi articulada politicamente após ele ser anunciado como líder do PL.

No centro da investigação que apura supostos desvios de verbas parlamentares por meio de locadoras de veículos, Sóstenes rebateu a suspeita de fraudes no contrato de um Toyota Corolla. Para comprovar que o automóvel estava em uso regular e não servindo a uma contratação fictícia, o deputado exibiu o contrato de locação e citou que o veículo possui registros oficiais de dois sinistros: um assalto e um acidente, ambos com boletins de ocorrência e imagens de segurança que comprovam a circulação do carro.

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O parlamentar também deu explicações sobre os R$ 470 mil em espécie apreendidos em um flat em Brasília, que a PF suspeita terem sido justificados por meio de uma venda imobiliária simulada. Sóstenes detalhou que o imóvel onde seu pai reside foi vendido por R$ 690 mil — após uma negociação inicial de R$ 310 mil — e assegurou possuir toda a documentação comprobatória. Ele negou que os compradores fossem seus advogados e fez um apelo ao ministro Flávio Dino por celeridade no processo para que o pai possa efetivar a compra do imóvel.

Nesta nova etapa, os policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão e encontraram mais dinheiro em espécie escondido no interior de um livro falso, na casa de um dos investigados na capital federal. O inquérito principal apura um suposto esquema com locadoras de veículos que teria movimentado cerca de R$ 15 milhões por meio de saques em dinheiro vivo.

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