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EUA acusam Irã de tentar minar rota estratégica do petróleo e ameaça reação “sem precedentes”

Inteligência americana aponta movimentação de minas navais na rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial

Por Felipe Cerqueira | Atualizado em
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, observa o local onde ficava a Ala Leste da Casa Branca, demolida para dar lugar ao futuro salão de baile de Trump, durante reunião com executivos do setor de petróleo na Casa Branca, em Washington, D.C.
Câmera Fotográfica Kevin Lamarque/Arquivo/Reuters

A escalada de tensão no Golfo Pérsico ganhou um novo capítulo após relatos de que o Irã pode estar instalando minas navais no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo. A informação foi divulgada por veículos internacionais com base em avaliações da inteligência dos Estados Unidos.

Segundo autoridades americanas, embarcações menores estariam sendo usadas para posicionar minas na rota marítima, o que poderia dificultar ou até bloquear a passagem de navios. Estimativas citadas por autoridades indicam que o Irã pode ter um estoque de até 6 mil minas navais.

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As minas marítimas são explosivos colocados no mar que detonam ao entrar em contato com embarcações, sendo usadas historicamente para impedir ou restringir o tráfego naval em regiões estratégicas.

Tensão cresce no Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é responsável por cerca de 20% do petróleo transportado no mundo. A passagem fica entre o território iraniano e a Península Arábica e é considerada vital para o abastecimento energético global.

Nos últimos dias, o tráfego marítimo na região foi fortemente reduzido após o aumento das tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel. Informações divulgadas por autoridades iranianas indicam que o estreito estaria fechado e que embarcações que tentarem atravessar poderiam ser alvo de ataques.

Com o aumento do risco, centenas de navios permanecem ancorados ou aguardando autorização para atravessar a região, enquanto empresas de transporte marítimo têm solicitado escolta militar para garantir a segurança das rotas.

Marinha dos EUA recusa escoltas por risco elevado

Fontes do setor marítimo relataram que a Marinha dos Estados Unidos tem recusado pedidos quase diários para escoltar navios pelo estreito, avaliando que o risco de ataques ainda é alto demais.

Autoridades militares afirmaram que as escoltas só poderão ocorrer quando o nível de ameaça diminuir, embora os EUA estejam estudando opções para garantir a segurança da navegação caso seja necessário.

Até o momento, nenhum navio comercial teria sido escoltado por forças americanas na região.

Trump ameaça Irã com resposta militar

Diante da possibilidade de bloqueio da rota marítima, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu que o Irã não instale minas ou remova imediatamente qualquer explosivo colocado na região. Segundo ele, caso o país não recue, poderá enfrentar consequências militares “sem precedentes”.

Trump também afirmou que forças americanas destruíram embarcações usadas para lançar minas e que os Estados Unidos estão monitorando a região.

Impacto no petróleo e nos mercados

A crise já tem reflexos diretos no mercado global de energia. Com a interrupção parcial do tráfego marítimo, o preço do petróleo voltou a subir e chegou a se aproximar de US$ 120 por barril, pressionando mercados e economias dependentes da commodity.

Especialistas alertam que qualquer bloqueio prolongado da rota pode provocar impactos significativos no fornecimento global de petróleo e gás, já que uma parcela expressiva da produção do Oriente Médio passa pela região.

Leia mais: Irã produz animação com ataques a Trump e acusa EUA de bombardeio a escola

Empresas do setor energético também têm demonstrado preocupação. A estatal saudita Aramco alertou que uma interrupção prolongada da navegação em Ormuz pode gerar “consequências catastróficas” para o mercado mundial de petróleo.

Analistas em segurança marítima ressaltam que proteger completamente o estreito é um desafio complexo, devido à capacidade do Irã de usar minas, drones e embarcações rápidas em ataques de baixo custo.

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