A atriz Kate Beckinsale afirmou que o ator Mark Ruffalo ignorou uma mensagem enviada por ela após uma demissão que, segundo relata, teria ocorrido por motivos políticos. As declarações foram feitas em comentários no Instagram, posteriormente apagados.
As mensagens foram publicadas em um post de Ruffalo sobre o filme “Palestine 36”. Beckinsale criticou o colega ao sugerir um “duplo padrão” na indústria, afirmando que foi dispensada por uma agente — que também trabalhava para Ruffalo — após curtir uma publicação defendendo um cessar-fogo em Gaza. “Deve ser tão bom não ser demitida por curtir uma publicação sobre um cessar-fogo”, escreveu.
A atriz também mencionou a atriz Susan Sarandon, que se posicionou publicamente sobre o tema. Segundo Beckinsale, ambas teriam sido desligadas após manifestações semelhantes, logo depois do fim da greve do sindicato dos atores de Hollywood em 2023.
Em outro trecho, Beckinsale afirmou que tentou contato com Ruffalo meses antes, mas não obteve resposta. “Eu te mandei uma mensagem sobre isso, mas você me ignorou”, escreveu. Apesar das críticas, ela disse que não responsabiliza diretamente o ator, mas apontou o que considera um “privilégio masculino, mesmo entre os mocinhos”.
A atriz também contextualizou o episódio com questões pessoais. Ela relatou que enfrentava um período de luto e dificuldades familiares, incluindo a morte de sua mãe, a atriz Judy Loe, em 2025, e de seu padrasto, Roy Battersby, em 2024. Segundo Beckinsale, a demissão ocorreu nesse contexto, após mais de uma década de relação profissional com a agente.
Em resposta a outros usuários, a atriz reforçou que não espera retorno de Ruffalo, embora diga apoiar o trabalho do colega. “Não estou culpando Mark, mas percebo como isso funciona”, afirmou.
Até o momento, Ruffalo não se manifestou publicamente sobre o caso. Representantes dos artistas e das agências envolvidas também não comentaram.




