O Milan melhorou a oferta pelo volante André, como publicou a ESPN. Agora são 18 milhões de euros fixos mais 4 milhões em bônus por 70% dos direitos. É mais do que a proposta anterior, que era de 15 + 2. Ou seja, avançou. Mas ainda não resolve tudo.
O número cheio chama atenção: pode chegar a 22 milhões de euros. Só que aí entra o detalhe que sempre muda a história — os bônus. Porque não adianta falar em valor máximo se ninguém sabe o quão real ele é.
Esses 4 milhões podem ser metas básicas, tipo jogos, minutos em campo, classificação para Champions. Se for isso, é dinheiro que tem boa chance de entrar. Agora, se forem metas mais pesadas, como título, desempenho fora da curva ou algo mais específico, já vira outra conversa. Pode ficar mais no “talvez” do que no “vai acontecer”.
Outro ponto importante — e esse é clássico — são os impostos. O Corinthians precisa saber se essa proposta é limpa ou não. Porque proposta alta no papel e menor na prática já aconteceu antes. E aí não adianta comemorar número que não entra inteiro no caixa.
Internamente, o clube não está com pressa. A proposta está na mesa há dias e ainda não teve resposta. O histórico recente também pesa: teve negociação que caminhou bem e travou no final, por decisão da presidência. Então não é só questão de valor.
No fim, o Corinthians está diante de uma escolha simples de entender, mas difícil de bater o martelo: quanto desse dinheiro é garantido de verdade e quanto depende de cenário? Porque entre 18 certos e 22 possíveis, existe uma diferença grande. E é isso que define se o negócio é bom ou só parece bom.