Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico em simulação de 2º turno, diz Meio/Ideia

Levantamento do Instituto IDEIA, em parceria com o Meio, indica volatilidade no eleitorado, força do custo de vida no voto e dificuldade de avanço na aprovação do governo

Por Redação TMC | Atualizado em
Lula e Flávio Bolsonaro, lado a lado, na imagem
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Reuters)

Uma nova pesquisa nacional do Instituto IDEIA, divulgada em parceria com o Meio, revela um cenário ainda indefinido para a eleição presidencial de 2026. O levantamento, realizado entre os dias 3 e 7 de abril, mostra que há um volume significativo de eleitores indecisos e aponta maior volatilidade, especialmente entre os nomes da direita.

De acordo com a análise apresentada no estudo, o eleitor brasileiro tem demonstrado mais insegurança na escolha do voto ao longo dos últimos meses, o que mantém a disputa aberta tanto no primeiro quanto no segundo turno.

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Nos cenários analisados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece na liderança no primeiro turno, a frente de nomes como Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Romeu Zema e Aldo Rebelo. Já nas simulações de segundo turno, o petista fica atrás de Flávio, que surge como o nome mais competitivo da direita. A pesquisa indica ainda que a candidatura do filho do ex-presidente está consolidada nesse campo político, embora o desafio siga sendo ampliar alianças para a disputa contra o atual presidente.

O levantamento também mediu os índices de rejeição dos principais nomes na disputa. Nesse cenário, o presidente Lula aparece como o mais rejeitado, com 44,2% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. O dado indica um nível elevado de resistência a sua candidatura, fator que pode influenciar diretamente o desempenho em um eventual segundo turno.

Outro dado que chama atenção é o alto nível de indefinição do eleitorado. Segundo a pesquisa, 51,4% dos entrevistados afirmam que ainda não decidiram em quem votar para presidente da República, o que reforça o cenário de incerteza e indica que a disputa segue aberta, com espaço para mudanças ao longo da campanha.

Além disso, a pesquisa evidencia a crescente relevância de questões econômicas na escolha do eleitor. O levantamento mostra que temas como custo de vida e endividamento têm influência direta sobre o voto e devem ser centrais no debate eleitoral.

Em outras frentes, o levantamento aborda temas sensíveis ao eleitorado, como democracia, influência externa nas eleições e anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A pesquisa também aponta um aumento na percepção e preocupação com o feminicídio, tema que tende a ganhar espaço na campanha.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores em todo o país, por telefone, e tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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