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Samba-enredo da Mocidade Alegre celebra Léa Garcia no carnaval de 2026

Em entrevista à TMC, o carnavalesco da Mocidade Alegre Caio Araújo fala sobre o significado do samba-enredo escolhido para 2026

Por Redação TMC | Atualizado em
Câmera Fotográfica Mocidade Alegre desfila no desfile das escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo, no Sambódromo do Anhembi em 2025 (Divulgação/Rafael Neddermeyer/LIGASP/Fotos Públicas)

A Mocidade Alegre, uma das escolas de samba mais tradicionais de São Paulo, vai homenagear a atriz brasileira Léa Garcia no samba-enredo de 2026.

O tema “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra” celebra o legado de Léa, exalta a ancestralidade, a força feminina, a resistência e o protagonismo negro.

Em entrevista à TMC, o carnavalesco da Mocidade, Caio Araújo, fala sobre os preparativos para o carnaval e o significado do samba-enredo escolhido para 2026:

“A ideia central desse enredo é falar do legado que a Léa Garcia construiu. Ela é uma atriz gigantesca, com sucessos memoráveis na carreira dela, porém ao mesmo tempo, que não recebeu em vida todo o reconhecimento que ela merecia. Nós queremos prestar essa homenagem à ela”.

Segundo o carnavalesco, o desfile vai recriar os principais momentos da carreira de Léa e representar, por meio das fantasias, carros alegóricos e pelo samba-enredo, como a atriz lutou para derrubar estereótipos.

“Vamos contar como a Léa foi pioneira em lutar para tirar os atores e atrizes negras dos estereótipos de interpretarem sempre escravos ou empregados domésticos e como ela foi construindo, a cada passo, um caminho que deixasse mais fácil para as próximas gerações de atores e atrizes pretas conseguirem ter mais possibilidades”, explicou Caio Araújo.

O desfile da Mocidade vai encerrar com uma grande homenagem a atriz: “a gente finaliza o desfile celebrando o legado da Léa e entregando simbolicamente pra ela o Kikito (o prêmio máximo do Festival de Cinema de Gramado), que ela ia receber no mesmo dia que ela falece. Infelizmente a Léa Garcia não pôde receber esse prêmio em mãos, mas a Mocidade vai entregar isso pra ela no Anhembi“, adiantou o carnavalesco.

Confira a letra do samba-enredo da Mocidade Alegre

“Laroyê! Bate três vezes…

Ê mojubá! A Deusa Negra é ela!

A filha de Oxumarê

Que traz no sangue a força da mulher

Pisa forte nesse chão

Afirmando seu lugar

Pra fazer revolução

Seu direito conquistar

Nosso povo entra em cena

A arte nunca pode se render

Ecoa a voz do “Nascimento”

Orfeu sobe o morro pra vencer!

Lerê! Lerê! Lerererere!

Lerê! Lerê! Lerererere!

A guerreira no “Quilombo”

Fez valer o seu papel

Pela luz das yabás

Todo preto vai pro céu!

Consagração, da negritude

Resiste entre tantos personagens

A pele preta é armadura

No palco, expressão de liberdade

Evoé, mulher!

Igual a ti eu nunca vi

Você ainda está aqui

Pra sempre, presente!

É sua coroação

Protagonista no meu pavilhão

Ô! Malunga!

Ô! Malunga ê!

Malunga Léa, arroboboi

Toca o bravum com ancestralidade

No terreiro Mocidade!”

Confira a entrevista completa com Caio Araújo no YouTube da TMC:

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