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Tratamento para obesidade com canetas injetáveis pode ajudar pacientes hepáticos

Estudo revela que a molécula semaglutida, presente em medicamentos como Wegovy e Ozempic, tem o potencial de “regenerar” a biologia do fígado

Por Redação TMC da TMC São Paulo e Brasília | Atualizado em
Câmera Fotográfica Medicamentos contra obesidade podem ajudar pacientes hepáticos (Haberdoedas/Unsplash)

A obesidade é uma das doenças que mais cresce no Brasil, e já impacta 9 milhões de brasileiros, segundo dados do sistema de vigilância alimentar nutricional, do ministério da saúde

E, para além da balança, há uma complicação grave e silenciosa que avança junto com a condição: a gordura no fígado. 

A boa notícia é que a ciência caminha em grande velocidade.

É o que mostra o estudo publicado pela revista científica Nature Medicine ao revelar que a molécula semaglutida, presente em remédios como Wegovy e Ozempic, tem o potencial de “regenerar” a biologia do fígado, revertendo o padrão de proteínas que caracteriza a doença.

Marília Fonseca, diretora médica do Novo Nordisk fala sobre os resultados do estudo clínico randomizado da Essence, que avaliou 1.197 pacientes em 37 países. Metade dos pacientes recebeu a medicação e a outra metade um placebo.

“Mostrando então dados bastante importantes com resolução da inflamação do fígado em 63% dos pacientes e melhora da fibrose em 37% dos pacientes. Então é a primeira vez que nós temos um estudo de fase 3 mostrando benefício de um análogo de GLP-1, a semaglutida, para tratamento de pacientes com gordura no fígado, com inflamação e um estágio aí de fibrose”.

A endocrinologista Helena Nicolielo explica como a molécula atua diretamente no fígado e pode ajudar na remissão da condição. 

“Ele atua principalmente diminuindo a resistência à insulina, diminuindo o acúmulo hepático de gordura nas células nos hepatócitos e diminui a inflamação. Então, diminui a inflamação, diminui o estresse oxidativo e o fígado consegue se regenerar e otimizar esse excesso de suprimento”.

O medicamento, já comercializado no Brasil, apresentou boas respostas nos testes e foi liberado com urgência pela FDA, a Anvisa americana. A previsão é a de que a parte 2 do ensaio só chegue no brasil em 2029.

Por Laura Vick

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