O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Cuba será o próximo país a sofrer ações americanas. A declaração foi feita durante um evento em Miami nesta sexta-feira (27/03). Trump comentava sobre operações militares dos EUA na Venezuela e no Irã quando mencionou a ilha caribenha.
O presidente fez a declaração ao justificar o uso das Forças Armadas americanas em diferentes contextos. Trump mencionou Cuba de forma direta, embora tenha pedido em tom de brincadeira que a imprensa ignorasse suas palavras.
“Eu construí este grande Exército. Eu disse: ‘Vocês nunca precisarão usá-lo’, mas às vezes é preciso usá-lo”, declarou Trump durante o evento em Miami. Em seguida, afirmou: “E Cuba é a próxima, aliás, mas finjam que eu não disse isso, por favor”. O presidente completou: “Finjam que eu não disse isso. Por favor, por favor, por favor, imprensa, por favor, ignorem essa declaração. Muito obrigado. Cuba é a próxima”.
As declarações ocorreram no mesmo dia em que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, fez comentários sobre Cuba durante uma reunião em Paris. Rubio participou de um encontro de ministros das Relações Exteriores do G7, onde, segundo ele, a situação cubana foi discutida.
O secretário de Estado defendeu uma mudança de regime em Cuba como condição para melhorias econômicas no país. “A economia de Cuba precisa mudar, e essa mudança só acontecerá se o sistema de governo mudar. É simples assim”, disse Rubio a jornalistas em Paris.
Rubio acrescentou que, sob a atual liderança, “o povo cubano está sofrendo” e o país é incapaz de “se integrar ao século XXI”.
As declarações de Trump e Rubio não especificaram quais ações concretas os Estados Unidos pretendem tomar em relação a Cuba. Também não foram fornecidos detalhes sobre o cronograma ou a natureza das possíveis intervenções mencionadas pelo presidente americano.
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