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Corre TMC: o medalhista paralímpico Vinícius Rodrigues conta sua trajetória no atletismo

Atleta contou detalhes do seu início no atletismo paralímpico após sofrer grave acidente

Por Redação TMC | Atualizado em
Câmera Fotográfica (Foto: Reprodução/YouTube/TMC Esportes)

Vinícius Rodrigues participou do programa Corre TMC, apresentado por Mirelle Moschella e André Galvão deste sábado (28/02). Vini é recordista dos 100m rasos da classe T63, para amputados de perna acima do joelho, com o tempo de 11s95, além de ter conquistado medalha de prata na prova masculina de 100m na classe T63 nos Jogos Paralímpicos de Verão de 2020, realizadas em Tóquio, Japão.

O atleta contou como aconteceu o seu primeiro contato com o atletismo, ainda no quartel do exército, aos 18 anos.

“A primeira experiência que eu tive com o atletismo foi dentro do quartel, no exército em Maringá, com 18 anos. A primeira sensação de você passar e a torcida gritar. No teste de aptidão. A gente tinha empatado em todos os quesitos e quem chegasse na frente ganha. Só tinha eu e um outro soldado na briga. Nosso ‘pace’ foi sinistro. A regra era quem terminasse os 12 minutos na frente, ganhava. Deu 11 minutos, o sub apitou, aí eu entrei junto com o cara, a gente deu volta em todo mundo, só ficou eu e ele. Entrei na reta na frente dele e pensei: ‘vou cruzar a linha na frente e ganhei’. Passei a linha de chegada e desliguei, deu teto preto. Ele continuou e desmaiou na minha frente. Aí o sub apitou e como ele estava na frente, ele ganhou. Foi minha primeira prata.”

Vinícius contou sobre seu sonho de entrar na polícia, que foi interrompido pelo acidente que mudou sua vida, mas abriu as portas para o esporte paralímpico.

“Depois eu me desliguei. Com 19 anos estava para seguir no concurso para soldado, fiz, passei e sofri meu acidente três meses antes da prova física. Foi uma virada de chave. Estava nessa pegada de entrar na polícia. Foi quando sofri o acidente de moto. Eu já sabia a gravidade do acidente, que ia precisar amputar. Amputaram na articulação do joelho, bem no nível do fêmur. A cirurgia foi muito rápida, apesar de eu ter perdido bastante sangue, pegou a (veia) femoral. Recebi seis bolsas de sangue.”

Confira a entrevista completa

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