O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta quinta-feira (02/04) que “quem defende ditadura não deveria ser candidato”. A declaração foi feita durante café da manhã com jornalistas na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em Brasília.
Alckmin respondeu a perguntas sobre o desempenho eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República. O vice-presidente minimizou o crescimento do parlamentar nas pesquisas de intenção de voto.
“Pesquisa é momento. Na maioria das pesquisas, o Lula está na frente. O que vai valer mesmo é a campanha eleitoral. A campanha é o momento alto da vida pública. Você vai poder comparar governos”, declarou Alckmin.
O vice-presidente traçou uma linha divisória entre as pré-candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro. Alckmin classificou o cenário eleitoral como “democracia versus ditadura”. Segundo ele, o governo Lula “salvou a democracia”.
“O princípio é a defesa da democracia. Esse é o valor. O que diferencia mesmo é quem tem apreço pela democracia e quem não tem“, afirmou o vice-presidente.
Alckmin comentou sobre o convite de Lula para integrar a chapa de reeleição. O vice-presidente disse ter ficado “honrado” com o convite. Ele classificou a candidatura como um “ato de amor”.
O vice-presidente criticou o sistema partidário brasileiro. O país possui 30 partidos políticos. “Temos 30 […] Acho que devemos no futuro ir reduzindo o número”, declarou Alckmin.
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