Aliados de Flávio Bolsonaro divergem entre Tereza Cristina e Romeu Zema para vice

Senador busca candidato que traga estabilidade à chapa presidencial após experiências conflituosas de Jair Bolsonaro com Mourão e Braga Netto

Por Redação TMC | Atualizado em
Flávio Bolsonaro faz gesto durante evento nos EUA
(Foto: Daniel Cole/Reuters)

O senador Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta divergências entre aliados sobre a escolha do candidato a vice-presidente para as eleições de 2026. O Centrão defende a senadora Tereza Cristina (PP), enquanto o grupo mais próximo do parlamentar apoia Romeu Zema, do Novo. A disputa expõe diferentes estratégias sobre o perfil desejado para compor a chapa presidencial.

Um aliado do senador afirmou que Flávio Bolsonaro busca “um vice que vá dar paz”. A declaração revela a preocupação com experiências anteriores de conflitos entre presidente e vice-presidente, conforme informações de Andréia Sadi, no G1.

Siga o canal da TMC no WhatsApp e receba as últimas notícias

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sugeriu mais de uma vez o nome de Tereza Cristina. A senadora conta com preferência do Centrão. Aliados mais próximos de Flávio Bolsonaro resistem a essa indicação.

Núcleo próximo defende lealdade direta

O “núcleo duro” e mais “raiz” do entorno de Flávio Bolsonaro avalia que o vice precisa representar lealdade direta ao projeto do filho 01 de Jair Bolsonaro. O grupo considera que o candidato não pode estar vinculado a um grupo político forte.

Aliados fazem comparação com a escolha de Lula (PT) em 2002, quando o petista optou por José Alencar. A estratégia busca evitar conflitos internos na chapa.

Jair Bolsonaro escolheu Hamilton Mourão como vice em 2018. O relacionamento foi marcado por conflitos. Teorias de conspiração circularam sobre suposta intenção do general de derrubá-lo.

Na eleição de 2022, o ex-presidente optou por Braga Netto. A escolha se baseou na crença de que ele funcionaria como “seguro-impeachment”. O general não tinha estrutura própria de poder nem fazia parte de grupos no Congresso.

Zema representa opção sem bloco político

Romeu Zema deixou o governo de Minas Gerais para disputar a eleição. O ex-governador é pré-candidato a presidente. Aliados do senador do PL enxergam nele uma “solução mais simples” para a vice.

A avaliação se justifica pelo fato de Zema não carregar um bloco político como o Centrão. O “núcleo duro” e mais ideológico da pré-campanha de Flávio Bolsonaro considera o ex-governador a opção adequada.

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país. O peso do estado entra na conta da escolha. Zema é visto como alguém mais fiel ao projeto bolsonarista. Ele ainda precisa provar quanto agrega eleitoralmente.

A resistência ao nome de Tereza Cristina se fundamenta em dois motivos. A senadora está muito ligada ao Centrão. Um episódio recente incomodou a ala mais radical: a participação da senadora numa comitiva que tratou de tarifas nos Estados Unidos.

Aliados afirmam que Eduardo Bolsonaro ficou irritado com esse episódio. Ele atua contra o nome dela.

Tereza Cristina mantém força entre empresários e setores do mercado financeiro. Esses grupos veem na ex-ministra de Bolsonaro um nome mais moderado e previsível.

A discussão sobre o vice gira em torno de uma lógica pragmática: a vice como moeda de troca. A avaliação considera o que cada nome entrega em termos de tempo de TV, fundo eleitoral e apoio político.

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 07.577.172/0001-71