“Alteração legislativa não resolve o problema da segurança”, diz Gakiya sobre PL Antifacção

O promotor de Justiça, Lincoln Gakiya foi entrevistado na TMC nesta terça-feira (18/11)

Por Redação TMC | Atualizado em
imagem do promotor de Justiça Lincoln Gakiya
(Foto: Renato Araújo/Agência Câmara dos Deputados)

“Eu não acredito que a apenas uma alteração legislativa vá resolver o problema da segurança pública do país. A gente precisa de mudanças estruturais e de políticas públicas de Estado na área de segurança para que a gente possa avançar”, disse o promotor de Justiça, Lincoln Gakiya, em entrevista à TMC, nesta terça-feira (18/11).

Para Gakiya o grande problema é a falta de coordenação e integração das polícias. “Precisamos que a Polícia Federal e as polícias estaduais consigam atuar de maneira integrada, coordenada e cooperativa. No primeiro texto havia uma participação mais subsidiaria da PF no combate às organizações criminosas que são transnacionais, interestaduais, como é o caso do PCC, do CV e das milícias. No caso da PL do governo, também havia um excesso de poderes para Polícia Federal, praticamente a competência e atribuição para investigar crimes seria missão da PF. Nenhum dos dois projetos atendia o interesse da segurança pública que é a integração e coordenação”, afirmou.

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Atuando no GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo, há mais de 20 anos, o promotor acredita que o grande problema do crime organizado atualmente é a proporção que tomou.

“O PCC e o Comando Vermelho são organizações que deixaram há muito tempo os muros das penitenciárias para ganhar as comunidades, as cidades e atuar no Brasil todo. No caso do PCC, em mais de 28 países. O que assola a população hoje, principalmente carente, é que parte do território nacional, principalmente nas grandes cidades, uma parte da população vive dominada pelas organizações criminosas, é isso que impacta no dia a dia e precisa ser atacado”, disse.

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