André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), lançou neste sábado (20/06) sua pré-candidatura ao Senado nas eleições de 2026, em evento realizado em Guarulhos (SP) com o pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL), e o governador paulista e pré-candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A chapa tem Eduardo Bolsonaro como suplente, mesmo após o deputado federal ter sido condenado à inelegibilidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF) dias antes.
A movimentação ocorre poucos dias depois de a Primeira Turma do STF condenar Eduardo Bolsonaro, na terça-feira (16), por unanimidade. A decisão impôs ao parlamentar 4 anos e 2 meses de prisão, 8 anos de inelegibilidade e a perda do cargo que ocupava na Polícia Federal.
André do Prado descartou ceder sua vaga ao Senado para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmando que caso seja eleito, não renunciará ao cargo para dar lugar a Eduardo Bolsonaro.
Sentença
Segundo o entendimento dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, Eduardo Bolsonaro usou sua influência política e sua permanência nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras, atacar o Poder Judiciário e disseminar narrativas falsas com o objetivo de desestabilizar instituições. O parlamentar foi acusado de coação.
Situação do PL
O Partido Liberal (PL) sinalizou que vai aguardar o resultado dos recursos judiciais antes de tomar decisões definitivas sobre a chapa. A legenda aposta na possibilidade de reverter a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro na Justiça.
O PL organiza suas fichas para 2026 em meio a um quadro movimentado no estado. Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, é pré-candidato à reeleição. Flávio Bolsonaro aparece como pré-candidato à Presidência da República. O prefeito da capital, Ricardo Nunes, também integra o cenário político paulista.




