O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou nesta terça-feira (27/01) uma mensagem em memória das vítimas do Holocausto, na qual classificou o genocídio como “uma grande tragédia do século XX” e defendeu a preservação dos Direitos Humanos, da democracia e da convivência pacífica. A manifestação ocorreu horas após o senador Flávio Bolsonaro (PL) acusá-lo de antissemitismo.
Na nota divulgada nas redes sociais, Lula afirmou ser necessário “recordar os horrores que a Humanidade é capaz de cometer contra o próprio ser humano”. Segundo o presidente, autoritarismo, discursos de ódio e preconceito étnico e religioso foram os elementos que sustentaram o genocídio promovido pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
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O petista ressaltou que a data é dedicada a lembrar as vítimas, prestar solidariedade às famílias atingidas e reafirmar valores democráticos. “É um dia de defesa dos Direitos Humanos e das instituições, fundamentais para o mundo mais justo que queremos deixar às próximas gerações”, escreveu.
Mais cedo, durante participação na Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, em Israel, Flávio Bolsonaro criticou o presidente. “Lula é antissemita. Isso não é exagero, é baseado em suas ideias, conselheiros, palavras e ações”, afirmou o senador.
Aliados de Flávio avaliam que a viagem ao Oriente Médio vai além de uma agenda parlamentar. O movimento é visto internamente como uma sinalização de política externa, com foco em segurança, tecnologia e alinhamento com governos conservadores internacionais, em eventual projeto nacional.
Na mensagem publicada nesta terça, Lula também lembrou que, em 2004, assinou uma petição junto ao Congresso Judaico Mundial para que a ONU oficializasse o 27 de janeiro como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. A data remete à libertação do campo de concentração de Auschwitz, em 1945, símbolo das atrocidades cometidas pelo regime nazista.
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