O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o BC atravessa um “processo de luto” após a suspeita de envolvimento de servidores da instituição no escândalo do Banco Master.
Ele afirmou que houve “consternação” entre os funcionários do BC quando surgiram as informações sobre a suposta participação do ex-diretor de Fiscalização do BC Paulo Sérgio Neves de Souza e do ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária Belline Santana no caso. Eles são investigados por facilitar os interesses do Master no Banco Central.
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As declarações de Galípolo foram feitas durante entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM) do 1º trimestre de 2026. Ele informou que a instituição buscou oferecer uma resposta ágil para auxiliar no saneamento das questões após a revelação dos problemas.
O dirigente enfatizou que ética, retidão e governança são princípios que fazem parte da rotina da autoridade monetária. Galípolo declarou: “O BC também tem entendimento de que a governança que funciona da maneira como ela funciona por colegiados, por processos, contribuiu também para que a gente pudesse fazer todo o nosso trabalho e pudesse identificar tudo o que foi identificado”.
O banqueiro central reconheceu que a autarquia enfrenta limitações para lidar com esse tipo de situação. Essas restrições decorrem da ausência de instrumentos legais adequados para atuar nesses casos.
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