O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente neste sábado (22/11) e levado direto para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde deve permanecer em uma sala de Estado — um espaço reservado para ex-chefes de governo e altas autoridades. A estrutura inclui mesa, cadeira, cama de solteiro, banheiro privativo, ar-condicionado, frigobar e uma janela.
Moraes fala em risco de fuga e uso de apoiadores para driblar fiscalização
Bolsonaro ficará nessa sala enquanto durar a permanência nas instalações da PF. A defesa poderá solicitar ao STF autorização para entrada de itens pessoais, como livros, eletrônicos e objetos de uso cotidiano. O espaço é o mesmo tipo de acomodação usada por Lula e Michel Temer quando os dois foram detidos em operações passadas.
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A prisão preventiva foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes após a convocação de uma vigília feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na porta do condomínio do ex-presidente, na noite de sexta-feira (21/11). Para Moraes, a movimentação indicou possível tentativa de usar apoiadores para atrapalhar fiscalização e descumprir medidas judiciais.
Bolsonaro já havia sido condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma trama golpista em 2022 e estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto, acusado de interferir nas investigações. A conversão da medida para prisão preventiva reforça o entendimento da Corte de que há risco de evasão e de novas obstruções.
A PF confirmou, em nota, que cumpriu o mandado expedido pelo Supremo. A defesa do ex-presidente deve apresentar pedidos e recursos nas próximas horas, mas Bolsonaro permanece sob responsabilidade da corporação enquanto aguarda novos desdobramentos.
