O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, informou que deve abandonar o União Brasil nos próximos dias para viabilizar sua candidatura presidencial. A declaração foi feita nesta terça-feira (27/1) durante entrevista à rádio Novabrasil em Goiânia, quando o governador confirmou já ter comunicado à direção partidária sua busca por um novo partido.
A possível saída evidencia o agravamento das tensões entre Caiado e o comando do União Brasil, que não demonstra apoio à sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
“Já informei o presidente do partido, o Rueda, o ACM Neto, que é meu amigo-irmão, e já disse que entendo a dificuldade do partido. Só que, nessa situação, eu já estou buscando também uma alternativa para ter outro partido pelo qual me candidatar”, afirmou o governador de Goiás.
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O principal motivo do rompimento é a estratégia da cúpula partidária de não lançar candidato próprio à Presidência. A direção do União Brasil prefere formar um bloco com outras siglas de direita e centro-direita, priorizando nomes como os governadores Ratinho Júnior (PSD) ou Tarcísio de Freitas (Republicanos). Uma aliança com o senador Flávio Bolsonaro (PL) também é avaliada, embora não confirmado ainda.
Caiado tem se posicionado como uma alternativa da direita não bolsonarista para 2026, buscando se diferenciar tanto do atual governo Lula quanto do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em suas declarações recentes, o governador tem criticado o que chama de “polarização extrema” na política brasileira.
O governador de Goiás já possui uma pré-campanha em andamento, conduzida pelo marqueteiro Paulo Vasconcelos, que trabalhou com Aécio Neves na campanha presidencial de 2014.
Até o momento, Caiado não anunciou para qual partido ele deve se filiar para lançar a candidatura à presidência.
A janela para troca partidária sem perda de mandato para cargos majoritários, como governadores, abre em abril de 2026, seis meses antes das eleições. Como Caiado não pode se reeleger ao governo de Goiás, ele tem maior flexibilidade para mudar de partido sem enfrentar consequências legais imediatas.
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