Ronaldo Caiado, governador do Estado de Goiás, falou ao vivo no TMC 360 desta quarta-feira (28/01) sobre sua filiação ao PSD, partido de Gilberto Kassab, na noite anterior. Caiado, que se elegeu pelo União Brasil, afirmou que houve uma “decisão colegiada” do partido para decidir quem será candidato à Presidência da República.
Atualmente, além de Caiado, o PSD conta com Eduardo Leite e Ratinho Júnior – ambos também governadores. Os três nomes são tidos dentro da legenda como “presidenciáveis”, motivo pelo qual a escolha do nome definitivo do PSD é bastante aguardada.
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Caiado explicou que decidiu deixar o União Brasil por temer que não poderia se candidatar à Presidência pelo partido: “Aonde eu estava [União Brasil], já não tinha mais essa certeza (…) com a federação do União Brasil com o Partido Progressista, a tendência é de não ter candidato.” O governador de Goiás afirmou que é “pré-candidato à pré-candidatura“.
Para Caiado, sua candidatura não deve afetar os interesses da direita com relação ao dito “Centrão” no processo eleitoral. “Cada um vai buscar o seu espaço”, diz o governador.
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“Temos a candidatura do Zema, do Flávio Bolsonaro, do PSD, e poderão vir outros também”, afirmou Caiado. A estratégia dos candidatos dos partidos de direita, diz ele, “é que tenhamos vários candidatos no primeiro turno (…) para que no segundo, aquele que lá chegar” receba o apoio dos demais.
Caiado também alfinetou o PT e o presidente Lula: “Não podemos fazer o jogo do PT e concentrar, em um único candidato, contra toda uma máquina usada de forma ‘não-republicana’ pelo PT, (…) para desacreditar o candidato da oposição”, afirmou o governador. “Por que o Lula não promove as mudanças que precisa promover? Ele não tem autoridade moral, e ao não ter autoridade moral, você não governa” (…) Você não pode ter um presidente que passa três anos só falando do ‘onze de janeiro’ [provavelmente, Caiado se referia aos atos de 8 de janeiro de 2023]”.
