O ministro da Educação, Camilo Santana, confirmou que deixará o comando do MEC (Ministério da Educação) nos próximos meses. A declaração foi feita nesta segunda-feira (19/1) durante conversa com jornalistas em Brasília.
Antes de sua saída, prevista para março, o ministro apresentará um balanço completo das ações da pasta referentes a 2025. Após a apresentação deste documento, ele iniciará conversas com o presidente Lula (PT) para planejar sua transição para fora do governo federal.
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A decisão de deixar o ministério está relacionada ao calendário eleitoral. Após sua saída, Santana afirmou que dedicará seu tempo para trabalhar na campanha eleitoral de Lula e do governador do Ceará, Elmano de Freitas. Nos últimos meses, o nome de Camilo passou a ser testado em uma possível candidatura ao governo cearense em outubro deste ano. Mas, segundo ele, essa possibilidade está descartada.
“Essa é uma decisão que nós vamos ter até março para tomar, mas quero dizer claramente aqui que o meu candidato que eu vou trabalhar será Elmano de Freitas reeleito governador do Estado do Ceará e o presidente Lula reeleito presidente deste país“, afirmou o ministro sobre .
Camilo, que tem mandato de senador no Ceará até 2031 e foi afastado de suas funções para comandar a pasta da Educação, disse que avalia um retorno ao Congresso para se reaproximar dos eleitores cearenses e reforçar as bases de Lula e Elmano.
“Poderei voltar ao meu mandato justamente para me dedicar. Eu vou me dedicar muito para que não haja retrocessos no Ceará e para que não haja retrocessos no Brasil. Qualquer saída minha do ministério será para me dedicar à reeleição do governador Elmano e à reeleição do presidente Lula“, afirmou o ministro.
Transição no MEC
A saída de Camilo Santana impactará diretamente a gestão do Ministério da Educação, responsável pelas políticas educacionais em todo o Brasil. As conversas sobre o planejamento da transição acontecerão no Palácio do Planalto, entre o ministro e o presidente Lula.
O balanço a ser apresentado incluirá os resultados do MEC em 2025, mas os dados específicos ainda não foram divulgados. Também não há informações sobre quem assumirá o comando da pasta após a saída do atual ministro.
Ele também descartou qualquer descontinuidade nos trabalhos do Ministério da Educação com sua saída para as eleições de outubro.
“A meta agora é fazer as entregas que nós planejamos. A equipe está andando bem e eu não tenho dúvidas que a minha saída ou não jamais vai afetar o encaminhamento das ações aqui do MEC”, assegurou.
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