CCJ adia votação de PEC que reduz maioridade penal para 16 anos

Debate foi marcado por divergências entre governistas e oposição; análise será retomada em 10/06

Por Redação TMC | Atualizado em
Nikolas Ferreira em reunião na CCJ da Câmara sobre a PEC 32/15, que reduz a maioridade civil e penal para 16 anos
(Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou nesta terça-feira (09/06) a votação da admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A análise será retomada nesta quarta-feira (10/06), às 10h.

A proposta foi apresentada em 2015 pelo então deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e estabelece que adolescentes de 16 e 17 anos possam ser responsabilizados criminalmente como adultos. Atualmente, menores de 18 anos estão sujeitos às medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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O parecer favorável à admissibilidade foi elaborado pelo deputado Coronel Assis (PL-MT). Segundo o relator, a redução da maioridade penal não contraria a Constituição nem os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. O parlamentar também rejeitou o argumento de que a inimputabilidade penal dos menores de 18 anos seria uma cláusula protegida contra alterações constitucionais.

A discussão na comissão foi marcada por divergências entre parlamentares da oposição e da base governista. Defensores da proposta argumentam que adolescentes envolvidos em crimes graves devem responder criminalmente como adultos. Já os críticos afirmam que a medida não contribuiria para a redução da criminalidade e poderia ampliar a influência de facções criminosas sobre jovens.

A votação da matéria já havia sido adiada no fim de maio após um pedido de vista apresentado por deputados da oposição. O texto em análise também foi apensado a outras propostas sobre o mesmo tema apresentadas por parlamentares do PL.

A aprovação da admissibilidade na CCJ representa apenas a primeira etapa da tramitação. Se receber aval da comissão, a PEC seguirá para uma comissão especial, responsável por discutir o mérito da proposta e elaborar um parecer antes de eventual votação no plenário da Câmara dos Deputados.

Leia mais: Fim da escala 6×1 ainda trava no Senado e proposta segue sem relator definido

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