Ciro Nogueira nega participação em “atividades ilícitas” e critica “medidas graves e invasivas”

Investigação da PF aponta que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro bancava mesada de R$ 300 mil, além de hotéis, restaurantes e voos privados para o senador

Por Redação TMC | Atualizado em
Ciro Nogueira fala ao microfone durante sessão no Senado
(Foto: Pedro França/Agência Senado)

Principal alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (07/05), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) negou qualquer participação em atividades ilícitas e criticou o que chamou de “medidas investigativas graves e invasivas” durante a operação.

“A defesa do Senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar. Reitera o comprometimento do Senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”, afirmaram os advogados do senador.

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A nota é encabeçado por Antônio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido por Kakay. E conta também com as assinaturas de Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane de Carvalho, Álvaro Chaves e Ananda França.

“Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, completam os advogados, no comunicado.

O presidente do Partido Progressistas (PP) foi alvo de diversos mandados de busca e apreensão no seu endereço em Brasília nesta quinta. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.

Leia mais: PF: Vorcaro pagava mesada de R$ 300 mil, hotéis, restaurantes e voos privados para Ciro Nogueira

A decisão judicial determinou ainda o bloqueio de bens, direitos e valores. O montante bloqueado soma R$ 18,85 milhões. A operação investiga suspeitas de irregularidades financeiras vinculadas ao Banco Master.

De acordo com decisão emitida pelo ministro André Mendonça, do STF, a investigação da Polícia Federal apontou que havia uma relação entre o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro que extrapolava a “mera amizade”.

Segundo a apuração, o ex-dono do Banco Master bancava uma mesada de R$ 300 mil, com menções a um possível aumento para R$ 500 mil, além de pagar hotéis de luxo, restaurantes e até voos privados para Ciro Nogueira.

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