A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou requerimentos de convocação dos ex-governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, e Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal.
A decisão foi tomada em sessão realizada nesta terça-feira (31/03), em Brasília. Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, estava previsto para depor no mesmo dia, mas não compareceu.
A convocação de Ibaneis Rocha tem como objetivo apurar os critérios adotados pelo governo do Distrito Federal na gestão do BRB e nas negociações envolvendo o Banco Master. A convocação de Cláudio Castro busca investigar a atuação de organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro.
As convocações visam ampliar a investigação sobre o caso Master. O caso envolve suspeitas de irregularidades em operações financeiras, lavagem de dinheiro e uso de instituições bancárias para ocultar recursos de origem ilícita. Existem indícios de que decisões administrativas e políticas possam ter favorecido a atuação do grupo investigado.
A presidência da CPI definirá as datas dos depoimentos. Os convocados devem ser notificados oficialmente nos próximos dias. A comissão também analisa novos pedidos de convocação e quebra de sigilos bancário e fiscal de investigados.
O relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que o depoimento de Ibaneis Rocha tem como objetivo investigar os critérios que nortearam as decisões do governo do Distrito Federal em relação à gestão do BRB e às negociações com o Banco Master.
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Sobre Castro, Vieira argumentou que o Rio de Janeiro tem sido “laboratório das mais sofisticadas dinâmicas de crime organizado no país”. Por isso, a oitiva do ex-governador do estado é “absolutamente indispensável” para os trabalhos da comissão.
Convocados podem recorrer ao Supremo Tribunal Federal para tentar suspender depoimentos ou garantir o direito ao silêncio. Em decisões anteriores, a Corte já autorizou investigados a não responderem perguntas que possam produzir provas contra si. A CPI tem prazo determinado de funcionamento, mas pode ser prorrogada mediante aprovação do plenário.




