CPMI do INSS aprova convites para Gabriel Galípolo e Roberto Campos Neto deporem

Comissão parlamentar mista decidiu convidar presidente e ex-presidente do Banco Central para prestar depoimentos sobre irregularidades no instituto

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Jose Cruz/Agência Brasil)

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social decidiu nesta quinta-feira (19/03) convidar o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto, para prestar depoimentos. Os parlamentares também autorizaram o compartilhamento de dados sobre o empresário Fabiano Zettel.

Durante a sessão realizada hoje, os membros da CPMI votaram favoravelmente aos requerimentos. A comissão aprovou ainda solicitação para que a CPI do Crime Organizado forneça informações sobre Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero.

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Convite não obriga comparecimento

Os requerimentos aprovados têm caráter de convite. Galípolo e Campos Neto podem decidir se comparecem ou não às oitivas da CPMI. O comparecimento não é obrigatório.

Prazo apertado para depoimentos

Os trabalhos da CPMI do INSS têm previsão de encerramento na próxima semana. Restam apenas duas sessões programadas. O prazo reduzido pode inviabilizar a realização das oitivas com os dirigentes do Banco Central.

Na sexta-feira (14/03), a comissão protocolou mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal pedindo prorrogação dos trabalhos. O ministro André Mendonça foi sorteado relator do processo. Mendonça também é responsável na Corte pelos casos sobre descontos indevidos do INSS e do Banco Master.

Alcolumbre se opõe à prorrogação

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem autoridade para prorrogar a CPMI. O parlamentar, porém, é contrário à medida. A aliados, Alcolumbre afirmou que a comissão não avançou nas investigações sobre os descontos indevidos do INSS. O senador também criticou o uso da CPMI como palanque político por meio de vazamentos de documentos sigilosos.

A decisão sobre a continuidade dos trabalhos da comissão depende da análise do ministro André Mendonça ou de eventual posicionamento do presidente do Senado.

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