O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS, elaborou um parecer que solicita o indiciamento de 218 indivíduos. O documento final da comissão foi entregue nesta sexta-feira (27/03).
A análise do relatório final foi feita após a decisão do Supremo Tribunal Federa que derrubou a liminar que permitia a prorrogação da CPMI.
A comissão parlamentar mista de inquérito foi instalada em 20 de agosto de 2025 para apurar supostas irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O prazo de funcionamento do colegiado termina neste sábado (28).
O parecer totaliza 4.340 páginas, com material está dividido em nove núcleos de investigação. Os pedidos de responsabilização criminal abrangem empresários, intermediários, servidores públicos e entidades.
Pedido de Indiciamento de Lulinha, Vorcaro e Careca do INSS
Entre os nomes listados para recomendação de indiciamento está o empresário Fabio Luís Lula da Silva, conhecido pelo apelido “Lulinha”, filho mais velho do presidente da República.
O nome de Lulinha surgiu durante as apurações da CPMI. O empresário foi mencionado nas operações de busca e apreensão realizadas contra a empresária Roberta Luchsinger em dezembro de 2025.
O relator da CPMI, Alfredo Gaspar pediu o indiciamento de Lulinha pelos crimes de tráfico de Influência; lavagem ou ocultação de bens; organização criminosa e participação em corrupção passiva.
Outro nome central nas investigações é Antônio Camilo Antunes. Identificado como “careca do INSS”, ele é apontado como um dos principais operadores do esquema investigado.
O texto pede o indiciamento de Antônio Antunes e do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master.
A CPMI não conseguiu avançar na apuração de supostas “mesadas”. As investigações também não esclareceram viagens que teriam sido financiadas pelo empresário Antônio Camilo Antunes.
Próximos passos
O relator recomenda que a Polícia Federal aprofunde as investigações em alguns casos. A comissão não conseguiu desenvolver plenamente essas apurações.
Uma comissão parlamentar de inquérito não possui competência para indiciar pessoas, mas sim encaminhar recomendações à Procuradoria-Geral da República em seu relatório final.
A base governista articulou um relatório alternativo. O documento deve ser debatido durante a sessão de apresentação.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), que preside a CPMI, afirma que a principal divergência entre os parlamentares envolve os pedidos de indiciamento. Viana defende a aprovação de um relatório comum. O presidente propõe análise separada dos trechos em que houver discordância.




