Quem diria que nós iríamos enfrentar uma crise institucional como essa no Supremo Tribunal Federal (STF)? Até ontem, todos nós, ou quase todos nós, víamos o STF como um grupo de orgulho nacional.
E não pode ser diferente, porque imagine se a credibilidade de um Supremo Tribunal em uma república cai em crise, não é uma festa, é uma tristeza.
Ainda que alguns há algum tempo apontavam e faziam críticas ao STF, alguns desses que respondem pelo termo maldito de bolsonaristas, talvez tivessem alguma razão em algum lugar.
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Mas repito, isso não é motivo de festa. É motivo de tristeza se vier a ser provado que há de fato conflitos de interesses e comportamentos ilegítimos.
Recentemente, um jornalista como o Gabeira, um grande sábio, talvez uma das maiores cabeças pensantes no Brasil hoje em dia, levantou a hipótese que talvez o STF estivesse em uma crise tão grande que talvez fosse necessário refundá-lo, porque esse que está aí poderia estar um tanto contaminado pela imagem.
Outro grande intelectual brasileiro também recentemente, o Eduardo Gianetti, afirmou que talvez fosse o momento de se pensar, quem sabe na hipótese de um impeachment, se de fato viesse a ser provado que os ministros do STF Dias Tofolli e Alexandre de Moraes tivessem algum tipo de vínculo ilegítimo nesse processo todo.
Ainda um outro intelectual importante, Fernando Schuler, recentemente afirmou que talvez setores do STF estivessem pensando em investir na ideia de que a sociedade brasileira vai cansar dessa notícia, a mídia vai desencanar e mais uma vez vai virar pizza.
E com isso seria, na realidade, a confirmação de que não há o que se fazer no país, de que o país não vai para frente e de que é possível sim que altas figuras da República Brasileira, do Estado brasileiro, podem sim estarem vinculadas de alguma forma com bancos e banqueiros que estão na cadeia.
Mas se isso acontecer, talvez, quem sabe, é chegada a hora de algum momento, ainda mais num ano de eleição, se começar a levar a sério que o Brasil está indo pro saco.