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Daniela Lima: “Falta de comoção pública na prisão de Jair Bolsonaro decepcionou aliados”

Para colunista da TMC, vídeo da tornozeleira eletrônica contribuiu para falta de apoio

A falta de comoção pública pela prisão de Jair Bolsonaro decepcionou os aliados do ex-presidente, afirmou Daniela Lima, colunista da TMC, nesta quarta-feira (26/11).

“A não comoção pública diante da prisão do ex-presidente decepcionou os aliados de Jair Bolsonaro”, disse a jornalista.

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Para ela, a causa da prisão, então preventiva, influenciou diretamente na falta de comoção.

“Primeiro, a família do Bolsonaro disse que havia um problema na bateria da tornozeleira, que é um problema que acontece com muita gente, que o ex-presidente não tinha culpa disso ter acontecido, e que era um absurdo prendê-lo por conta disso. Mas, quando aparece aquele vídeo, fica muito difícil sustentar. E eles precisam virar a versão”, afirmou, em referência ao vídeo em que Bolsonaro explica que usou uma solda para tentar abrir a tornozeleira.

“E aí vem a história de que o ex-presidente estava sob efeito de medicamentos e acabou fazendo uma bobagem. Acho que o vídeo tirou muito apelo daqueles que queriam questionar a decisão, porque ali não tem jeito. Como disse uma jurista que a gente entrevistou, gabaritou-se todos os quesitos que precisam estar presentes para a decretação de uma prisão preventiva.”

Embargos infringentes

Daniela Lima informou que a defesa de Bolsonaro vai apresentar novos recursos até sexta-feira. Serão os chamados embargos infringentes, que são mais poderosos que os embargos de declaração e poderiam até mudar a duração da pena.

“Uma segunda ação que é tentar a revisão criminal no plenário (do STF). Mas, para ter a revisão criminal, que é quando você entende que o processo foi, de alguma forma, contaminado por uma nulidade, você precisaria apontar essa nulidade ou apontar um fato novo que acabasse exonerando os condenados da responsabilidade, o que é muito difícil também. Mas a defesa vai se insurgir e tentar o que tem à mão aí. Nesse momento, a discussão acaba virando muito mais política do que jurídica”, declarou.

Leia Mais: Domiciliar, progressão e condicional: veja opções que podem encurtar prisão de Bolsonaro

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