Debandada à vista? Filiação de Moro ao PL provoca racha com grupo de Ratinho Jr. no Paraná

Prefeitos ligados ao atual governador avaliam deixar a sigla em meio à disputa pelo governo estadual

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto.: Beto Barata/PL)

A filiação do senador Sergio Moro ao Partido Liberal (PL) desencadeou uma crise interna na legenda no Paraná e abriu uma disputa política com impacto direto nas articulações para a eleição ao governo estadual em 2026.

O ex-juiz da Operação Lava Jato ingressou no partido a convite do senador Flávio Bolsonaro, com o objetivo de se viabilizar como pré-candidato ao Palácio Iguaçu. A movimentação ocorreu após dificuldades de espaço político em sua antiga federação partidária.

A chegada de Moro, no entanto, provocou reação imediata dentro do PL paranaense. Parte relevante das lideranças locais defende a manutenção de alinhamento com o grupo político do governador Ratinho Junior, do PSD, o que entrou em choque com a nova estratégia da sigla.

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A dissidência foi liderada pelo deputado federal Fernando Giacobo, que deixou a presidência estadual do PL após a filiação de Moro. Em reunião realizada em Curitiba, prefeitos do partido manifestaram apoio ao movimento de saída da legenda.

Levantamentos apresentados por lideranças indicam que a maioria dos prefeitos do PL no estado avalia deixar o partido. O grupo argumenta que pretende manter fidelidade política ao atual governo estadual e à futura candidatura que vier a ser apoiada por Ratinho Junior.

O movimento ocorre em um contexto em que o PL se consolidou como uma das maiores forças municipais do Paraná após as eleições de 2024, com presença relevante entre as prefeituras do estado. Uma eventual saída em bloco de prefeitos tende a enfraquecer a estrutura local da sigla.

Entre os destinos possíveis dos dissidentes estão partidos da base do governador, especialmente o PSD e legendas aliadas, o que pode redesenhar o equilíbrio político no estado às vésperas da disputa eleitoral.

Do outro lado, a nova direção do PL no Paraná, sob comando do deputado federal Filipe Barros, afirma que pretende abrir diálogo com prefeitos, parlamentares e lideranças locais para tentar conter a debandada.

O próprio Sergio Moro também minimizou o movimento, destacando que mudanças partidárias são comuns em períodos próximos à janela eleitoral e que o partido pode sair fortalecido ao final do processo.

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Enquanto isso, o grupo político de Ratinho Junior ainda não definiu oficialmente o candidato que apoiará ao governo do estado. Nomes ligados ao PSD e a partidos aliados seguem em avaliação, em um cenário que permanece indefinido.

No campo da oposição, há articulações em andamento com pré-candidaturas já colocadas, o que indica que a disputa pelo governo do Paraná tende a ser fragmentada e marcada por rearranjos partidários nos próximos meses.

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