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Deputado defende convocação de Sidônio Palmeira à CPMI do INSS

Coronel Chrisóstomo, do PL, levanta suspeitas sobre ações de comunicação financiadas com recursos públicos

O deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO) defendeu a convocação do ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Sidônio Palmeira, para prestar depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O pedido foi feito durante reunião da comissão realizada na quinta-feira (05/01).

Segundo o parlamentar, há indícios de que recursos públicos estariam sendo utilizados para financiar ações de comunicação e eventos promovidos por sindicatos que podem estar ligados aos desvios investigados pela CPMI. Para Chrisóstomo, a eventual destinação de verba pública a essas iniciativas precisa ser esclarecida, sobretudo diante das denúncias de fraudes que atingiram milhões de aposentados e pensionistas.

Quero a convocação do marqueteiro do PT, porque hoje há dinheiro irrigando eventos de sindicatos. Se verba pública está sendo usada para financiar eventos, enquanto aposentados são roubados, isso precisa ser esclarecido. Não é perseguição, é investigação”, afirmou o deputado durante a sessão.

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Além da Secretaria de Comunicação, Chrisóstomo também defendeu que as apurações sejam ampliadas para alcançar o Ministério das Comunicações. Segundo ele, é necessário verificar se há uso indevido de recursos federais para manter estruturas sindicais associadas a grupos políticos.

O parlamentar citou ainda problemas enfrentados em Rondônia para justificar a cobrança por maior rigor na fiscalização dos gastos públicos. Como exemplo, mencionou dificuldades logísticas e sociais em municípios do estado, que, segundo ele, sofrem com a falta de investimentos básicos.

Em Guajará-Mirim, um barco está virado no rio há meses, quilombolas passam dificuldades porque o transporte não funciona. Não dá para Rondônia ficar à mercê do INSS, enquanto o dinheiro público pode estar indo para outros fins”, declarou.

A manifestação ocorreu durante o depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, à CPMI. Ele foi ouvido no contexto das investigações sobre fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários.

O esquema veio à tona após a Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em abril de 2025. Na ocasião, cerca de 9,3 milhões de beneficiários foram alertados sobre a possibilidade de terem sido vítimas de irregularidades. Até agora, o INSS recebeu 6,3 milhões de contestações. Segundo dados do governo federal, aproximadamente R$ 2,9 bilhões já foram devolvidos a 4,2 milhões de pessoas, enquanto 826 mil beneficiários ainda podem solicitar ressarcimento.

Em seu depoimento, Waller Júnior afirmou que o INSS tem colaborado com as investigações, fornecendo dados técnicos, administrativos e relatórios internos à comissão. Ele reconheceu falhas operacionais herdadas de gestões anteriores e disse que medidas de auditoria, revisão de processos e bloqueio de práticas irregulares estão em andamento.

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Parlamentares da oposição, no entanto, cobraram explicações mais detalhadas sobre a fiscalização de entidades conveniadas, o papel dos sindicatos no sistema de descontos e a responsabilização dos envolvidos nos esquemas investigados.

A CPMI do INSS seguirá com oitivas e análise de documentos nas próximas semanas. Novos requerimentos de convocação e pedidos de quebra de sigilo devem ser apreciados nas próximas sessões.

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