O programa TMC 360 promoveu um debate nesta sexta-feira (16/01) com um representante do parlamento da oposição e outro da situação para comentar a transferência do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, para a Papudinha. Participaram os deputados federais Chico Alencar, do PSOL-RJ, e Coronel Tadeu, do PL-SP.
Veja o que pensa cada deputado sobre a transferência do ex-presidente:
Chico Alencar (PSOL)
“Essa decisão do ministro Moraes cumpre uma reivindicação permanente da defesa dos familiares de Jair Bolsonaro desde que ele começou a cumprir a pena na Polícia Federal.
Uma instalação razoável, digamos, mas vinham reclamações diárias o tempo todo.”
“É evidente que o estado de saúde dele, como de outros tantos presos nesse país, inspira com dados. E agora essa transferência, no meu entendimento, foi positiva, porque pelo que li e vi, as instalações são cinco vezes maiores do que a da Polícia Federal, fisioterapia, área de banho de sol permanente. É um verdadeiro apartamento.”
“Eu gostaria que esses cuidados chegassem aos 384.586 586 apenados internos do nosso sistema penitenciário, mas é um ‘sonho de uma noite de verão’ de quem defende os direitos humanos na dignidade de qualquer pessoa, inclusive os apenados.“
Coronel Tadeu (PL)
“Em princípio, até que se prove o contrário, o que a defesa pediu está sendo atendido. Até o espaço que está sendo dado a ele, parece que é uma sala de 54 m², mais 10 m² de área externa para prática de exercícios e banho de sol. Nesse momento eu não faço nenhuma crítica, até que realmente tudo isso seja comprovado.”
“O que a gente sempre vai contestar é justamente o absurdo dessa prisão, né, desde o início do inquérito, processo, julgamento e a sentença de 27 anos e 3 meses. Isso continua para mim inaceitável […] A gente tem que lutar pela liberdade do Bolsonaro a todo tempo. Isso nunca será página virada pelo tamanho da injustiça que está sendo feita.”
“Eu fui policial por 30 anos. Eu gosto de ver bandido na cadeia. Bandido. Bolsonaro não fez absolutamente nada. Nada, absolutamente nada. Tá condenado aí a 27 anos […] Que tipo de justiça é essa? Isso não é justiça, isso é uma clara perseguição a um campo ideológico da política.”
