Dino suspende pagamento de emendas parlamentares não quitadas entre 2019 e 2023

Ministro do STF atende pedido de parlamentares do PSOL e da Rede Sustentabilidade

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (21/12) a suspensão do pagamento de emendas parlamentares não executadas no período de 2019 a 2023, atendendo a pedidos de parlamentares do PSOL e da Rede Sustentabilidade.

A decisão impede a tentativa do Congresso de revalidar esses recursos por meio de um dispositivo incluído como “jabuti” em um Projeto de Lei Complementar (PLP) que trata do corte de benefícios fiscais.

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O texto tinha sido aprovado pelo Congresso na última quinta-feira (17), um dia antes da votação do Orçamento de 2026 e que aguarda a sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na prática, o texto autorizava o pagamento, até o fim de 2026, das emendas parlamentares que ficaram pendentes de pagamentos entre 2019 e 2023, inclusive as que foram canceladas.

A medida beneficia valores indicados por parlamentares nas extintas emendas de relator, que ficaram conhecidas como “orçamento secreto” e foram consideradas inconstitucionais pelo STF, pois não seguiam critérios de transparência. 

O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator do PLP, estimou que o impacto financeiro da liberação dessas emendas seria de aproximadamente R$ 3 bilhões.

Leia mais: Deputados e senadores aprovam Orçamento 2026 com R$ 61 bi em emendas

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