Após ameaçar desobedecer Lula, PT do RS recua e anuncia apoio a Juliana Brizola

Edegar Pretto desiste de candidatura ao governo do RS e segue orientação do PT nacional após crise interna sobre aliança com o PDT

Por Redação TMC | Atualizado em
Foto: Reprodução/Instagram/Edegar Pretto
Foto: Reprodução/Instagram/Edegar Pretto

O PT do Rio Grande do Sul recuou após tensão com a direção nacional e confirmou apoio à pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao governo do estado. O movimento ocorre depois de o ex-presidente da Conab, Edegar Pretto (PT), sinalizar resistência à imposição da aliança e defender a autonomia do diretório estadual.

Nesta quarta-feira (09/04), em Porto Alegre, Pretto anunciou a desistência da disputa ao Palácio Piratini e declarou apoio à pedetista, atendendo à orientação do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT nacional, divulgada na véspera.

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O documento do partido reafirma “a necessidade de construção de aliança com o PDT”, considerado peça-chave na consolidação do campo democrático, e defende a ampliação da frente com partidos de centro-esquerda.

Após o recuo, Pretto afirmou que o partido não fará enfrentamento à decisão nacional. “Não faremos nenhuma mobilização do PT contra essa orientação”, declarou. Ele também destacou o compromisso de Juliana Brizola com a reeleição de Lula e defendeu uma aliança mais ampla no estado.

Antes da decisão, porém, o clima era de confronto. Em nota, Pretto chegou a afirmar que “democracia é construção, não imposição” e que caberia ao PT-RS decidir seu papel nas eleições — posicionamento interpretado como resistência direta à orientação nacional.

A determinação do PT provocou reação de lideranças históricas no estado. Nomes como Olívio Dutra e Tarso Genro criticaram a aliança, enquanto Raul Pont questionou o apoio a um projeto que classificou como “neoliberal”. Parte do partido também acusa Juliana Brizola de representar uma agenda “privatista”.

Nos bastidores, Luiz Inácio Lula da Silva participou das articulações e chegou a se reunir com Pretto e dirigentes do partido na tentativa de unificar a posição no estado, sem sucesso inicial.

Mesmo com a resistência, o PT gaúcho acabou alinhado à estratégia nacional. O partido ainda deve realizar novas reuniões para definir o papel de Pretto na campanha.

No cenário eleitoral, Luciano Zucco (PL) lidera as pesquisas, enquanto Juliana Brizola e Pretto apareciam tecnicamente empatados. Em simulações de segundo turno, a pedetista demonstra maior competitividade contra o candidato do PL.

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