Eduardo Bolsonaro (PL-SP) apresentou o irmão Flávio Bolsonaro como “o próximo presidente do Brasil” durante participação na CPAC. A conferência conservadora aconteceu em Dallas, no Texas. O ex-deputado federal brincou com a situação: “É a primeira vez que meu irmão mais velho me aplaude, por favor, registrem isso”.
Eduardo vive nos Estados Unidos há mais de um ano. Ele discursou sem teleprompter e demonstrou fluência em inglês. O ex-deputado afirmou à plateia que pretende reverter a condenação do pai. “Nós vamos ganhar a eleição e vamos anistiar Jair Bolsonaro”, declarou.
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O ex-deputado informou aos presentes que Jair Bolsonaro havia deixado o hospital. O ex-presidente seguiu para prisão domiciliar após condenação. Eduardo relatou ter enfrentado sanções judiciais no Brasil. Seu passaporte brasileiro foi cassado. Suas contas bancárias foram bloqueadas, assim como as de sua esposa.
Eduardo justificou sua permanência nos Estados Unidos com receio de prisão. “Se eu voltar ao Brasil agora, provavelmente eles me prenderiam por falar contra [o ministro do Supremo Tribunal Federal] Alexandre de Moraes, um violador dos direitos humanos”, afirmou. O ex-deputado disse “não ter medo” do ministro.
Eduardo mencionou a aplicação da sanção Magnitsky contra Alexandre de Moraes. Ele traçou planos para mudanças no Judiciário brasileiro caso seu grupo político conquiste maioria parlamentar. “Os prospectos são muito bons. Nós teremos maioria no Senado e vamos impichar Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal, chutar para fora esses juízes corruptos, e fazê-los pagar pelos crimes que eles cometeram”, declarou.
Eduardo participou de um painel intitulado “Essa é para George Soros”. O ex-deputado dividiu o palco com figuras conservadoras internacionais. A ex-primeira-ministra do Reino Unido Liz Truss esteve presente. A conferência reuniu lideranças conservadoras de diferentes países.
Matt Schlapp, presidente da CPAC, recebeu Eduardo com elogios públicos. “Nos EUA, nós o amamos, e amamos seu pai [Jair Bolsonaro] e amamos seu irmão [Flávio]”, disse Schlapp. O dirigente da conferência destacou a relação estabelecida entre grupos conservadores dos dois países. “Nós desenvolvemos uma grande relação entre os amantes da liberdade nos EUA e os amantes da liberdade do Brasil”, afirmou.
Schlapp mencionou que os aliados brasileiros foram importantes no apoio a Donald Trump antes de seu retorno à Casa Branca. O presidente da CPAC apresentou Eduardo como um “herói de verdade” para a plateia presente no evento.
Flávio Bolsonaro estava na plateia durante o discurso do irmão. A participação do senador na conferência estava programada para sábado (28). Ele deve fazer seu discurso como presidenciável pelo PL.
Schlapp fez afirmações sobre o sistema educacional brasileiro durante sua fala. O presidente da CPAC declarou que nos livros didáticos do Brasil “crianças com nove anos aprendem que podem ser ativos sexualmente e trocar seu gênero”. Ele não especificou a que material escolar se referia. Eduardo não fez qualquer menção ao comentário durante sua participação no painel.
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