Dois terços do Senado Federal, totalizando 54 das 81 cadeiras, serão renovados nas eleições de outubro de 2026. O levantamento realizado pela Folhapress, concluído em 12 de dezembro, indica que 33 senadores pretendem disputar a reeleição, enquanto quatro parlamentares em fim de mandato sinalizam aposentadoria da vida política. Outros 12 senadores afirmam que ainda não definiram seus planos para o próximo ciclo eleitoral.
O processo de renovação da Casa ocorrerá em outubro, com os eleitos assumindo seus mandatos em fevereiro de 2027. A disputa pelo controle do Senado ganhou importância devido à possível pressão que o grupo político ligado ao ex-presidente Bolsonaro pretende exercer sobre o Supremo Tribunal Federal.
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O bolsonarismo poderá iniciar processos de impeachment contra ministros do Supremo caso consiga eleger senadores em número suficiente, já que cabe ao Senado a prerrogativa de destituir integrantes do STF. O ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo processo que resultou na condenação de Jair Bolsonaro, é o principal alvo desse grupo na corte.
Entre os parlamentares com mandato até 2027, seis afirmam que não disputarão as próximas eleições, uma tentará vaga de deputada estadual, um buscará o governo estadual e um, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), lançou pré-candidatura à Presidência da República.
Dos 81 senadores, 22 dizem que não serão candidatos em 2026 e 13 declaram estar com o futuro indefinido. Entre os dez pré-candidatos a governador, nove estão no meio do mandato. Os mandatos no Senado duram oito anos, o que permite que parlamentares em meio de mandato tentem outros cargos sem perder suas cadeiras.
Outros três parlamentares consideram disputar governos estaduais, mas ainda não descartaram tentar a reeleição ao Senado. Dos 16 senadores que afirmaram que não serão candidatos, seis estão em final de mandato e ficarão sem cargo a partir de 2027 se mantiverem essa decisão.
O grupo de senadores em fim de mandato que sinaliza aposentadoria inclui Cid Gomes (PSB-CE), de 62 anos, eleito senador uma vez; Jader Barbalho (MDB-PA), de 81 anos, eleito três vezes; Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), de 80 anos, eleito uma vez; e Paulo Paim (PT-RS), de 75 anos, eleito três vezes ao Senado.
O futuro de 12 senadores em fim de mandato permanece indefinido. Confúcio Moura (MDB-RO) cogita se retirar da vida pública. Jorge Kajuru (PSB-GO) avalia retornar ao trabalho em programas de televisão.
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A senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) não tentará reeleição para apoiar a provável candidatura de seu filho, o vice-governador Lucas Ribeiro (PP), ao governo da Paraíba. José Lacerda (PSD-MT), que exerce mandato como suplente do ministro Carlos Fávaro, não disputará a eleição para apoiar Fávaro, que busca se eleger novamente como senador.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não precisará disputar as eleições de 2026, pois tem mandato garantido até 2031.
