O cenário político para as eleições presidenciais segue ganhando definições. Nesta segunda-feira (30), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi oficializado como o pré-candidato do PSD ao Palácio do Planalto. Para cumprir os prazos de desincompatibilização exigidos pela Justiça Eleitoral, ele deixará o comando do estado até o final da semana.
A escolha de Caiado ocorreu após ele superar o governador gaúcho, Eduardo Leite, em uma disputa interna que também contou com a desistência prévia do governador paranaense, Ratinho Junior. Até o momento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) despontam como os principais antagonistas da disputa, liderando as pesquisas de intenção de voto.
Vale lembrar que todos os nomes listados são considerados “pré-candidatos” até o mês de agosto, quando ocorrem as convenções partidárias e os registros oficiais no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o início da campanha.
Conheça os principais nomes que desenham a disputa:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Em busca de um feito inédito na história democrática do país, o atual presidente tentará o seu quarto mandato no Palácio do Planalto, marcando sua sétima participação em eleições presidenciais. Embora tenha afirmado na campanha de 2022 que não buscaria a reeleição, o petista ajustou seu discurso ao longo dos últimos anos. Inicialmente condicionando a decisão à sua saúde, Lula confirmou em outubro de 2025 que entraria na disputa para garantir a manutenção dos programas sociais de sua gestão. Aos 81 anos (que completará em outubro), ele será o candidato mais velho a disputar o cargo no Brasil. Nas pesquisas atuais, lidera no primeiro turno e aparece tecnicamente empatado com Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno.
Flávio Bolsonaro (PL)
O senador foi oficializado em dezembro do ano passado como o representante do campo conservador, após ser o nome escolhido por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A indicação contrariou as expectativas de outros aliados de peso, como o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos). Desde o anúncio, Flávio se consolidou como a principal força de oposição nos levantamentos eleitorais, ocupando a vice-liderança no primeiro turno e empatando com Lula no segundo. Uma das principais bandeiras de sua pré-campanha é a defesa da anistia ao pai — que se encontra preso — e aos demais condenados pela tentativa de golpe após as eleições de 2022.
Ronaldo Caiado (PSD)
Para pavimentar seu projeto presidencial, o governador de Goiás deixou o União Brasil no início do ano e ingressou no PSD. Com a chancela do presidente da sigla, Gilberto Kassab, e a saída de Ratinho Junior da disputa, Caiado garantiu a vaga ao superar Eduardo Leite. Aos 76 anos e à frente do governo goiano desde 2019, ele acumula passagens pelo Senado e pela Câmara dos Deputados. Esta será sua segunda tentativa de chegar à Presidência — a primeira ocorreu em 1989, quando ficou na 10ª colocação. Com cerca de 4% nas pesquisas recentes, Caiado tenta se projetar como uma via alternativa à polarização entre Lula e os Bolsonaro, muito embora concorde com a oposição ao defender publicamente a anistia ao ex-presidente e aos envolvidos nos atos golpistas.
Romeu Zema (Novo)
Com foco total na corrida pelo Planalto, projeto que havia anunciado ainda em 2025, o político renunciou ao governo de Minas Gerais neste mês. Oriundo da iniciativa privada, o empresário estreou na política em 2018 e surpreendeu ao vencer o pleito estadual no segundo turno, superando Antonio Anastasia (PSDB) com mais de 70% dos votos. Quatro anos depois, foi reeleito já em primeiro turno. Hoje, aos 61 anos, ele busca expandir seu capital político nacionalmente e figura com 2% a 3% das intenções de voto.
Renan Santos (Missão)
Aos 42 anos, o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) enfrentará as urnas pela primeira vez. Ele é o pré-candidato do Missão, sigla criada em novembro do ano passado e atualmente a mais nova nos registros do TSE. O partido, dirigido pelo próprio Renan, foi fundado para abrigar a militância originada nas manifestações de junho de 2013. O estreante aparece com 1% a 2% da preferência do eleitorado nas pesquisas recentes.
Aldo Rebelo (Democracia Cristã)
Veterano da política nacional, o ex-deputado adotou uma postura ferrenha de críticas à esquerda nos últimos anos. Rebelo, que militou contra a ditadura militar e integrou o PCdoB por quatro décadas, foi presidente da Câmara, teve seis mandatos como deputado federal e comandou ministérios nos governos de Lula e Dilma Rousseff. Após o distanciamento dos antigos aliados comunistas, teve uma passagem pelo MDB e atuou como secretário de Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo e apoiador de Bolsonaro. Agora, ele tentará a Presidência pelo Democracia Cristã (antigo partido de José Maria Eymael) e registra entre 1% e 2% nas intenções de voto.




