Em tom de brincadeira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (9/2) que se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, soubesse do seu “parentesco com Lampião” não provocaria o Brasil.
“Quando eu viajar [para os EUA], eu sou muito teimoso e sou muito tinhoso, sabe? Se o Trump conhecesse o que é a sanguinidade de Lampião de um presidente, ele não ficaria provocando a gente”, declarou Lula durante seu discurso.
A declaração aconteceu durante uma cerimônia no Instituto Butantan, em São Paulo, quando o presidente comentava sobre sua futura reunião com o presidente Trump, prevista para março em Washington.
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Durante o evento, Lula anunciou um pacote de R$ 1,4 bilhão de investimento para ampliar a produção nacional de vacinas e insumos imunobiológicos no Brasil. A iniciativa busca diminuir a dependência do país em relação a produtos importados na área da saúde.
O presidente brasileiro comentou também sobre a oscilação do dólar, disse que não quer briga com Trump e defendeu a importância do multilateralismo.
Sobre o dólar, Lula afirmou que as variações da moeda norte-americana ante o real não dependem da seriedade da economia brasileira: “O dólar fica oscilando porque depende do humor do Trump, não depende de nós. Não depende da seriedade da nossa economia”.
Lembrando de parcerias que o Butantan tem com empresas chinesas, com o apoio do governo federal, o presidente disse que a briga do Brasil é para mostrar que o mundo não pode prescindir do multilateralismo, e que não está escolhendo entre China e EUA, e sim o que é melhor para o Brasil.
“Não estamos escolhendo entre China e Estados Unidos, estamos escolhendo o que é melhor para o nosso país”, disse Lula
Investimentos em saúde pública
O pacote de R$ 1,4 bilhão anunciado no evento visa ampliar a estrutura do Instituto Butantan e aumentar sua capacidade de produção. Os recursos serão aplicados na fabricação de insumos farmacêuticos ativos (IFA) para imunizantes como a DTPa (difteria, tétano e coqueluche) e a vacina contra HPV.
A cerimônia contou com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, além do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O governo também anunciou o início da vacinação contra dengue para profissionais de saúde da Atenção Primária do SUS. A campanha utiliza um imunizante totalmente desenvolvido pelo Instituto Butantan.
A vacinação para pessoas entre 15 e 59 anos está programada para começar no segundo semestre deste ano, conforme a ampliação da produção. O governo adquiriu 3,9 milhões de doses da vacina contra dengue, com investimento federal de R$ 368 milhões.
O presidente garantiu ainda que “enquanto eu tiver possibilidade de ajudar, não faltará dinheiro para pesquisa nem para o Butantan nem para nenhum outro instituto de pesquisa neste país”.
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