A escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua por seis dias e folga um — ainda faz parte da rotina de milhões de brasileiros, especialmente em setores que precisam funcionar de forma contínua. Dados do Ministério do Trabalho, com base no eSocial, indicam que cerca de 33,2% dos empregos no país seguem esse regime, o que representa aproximadamente 20 milhões de trabalhadores.
Esse tipo de jornada é mais comum em profissões ligadas a atividades que não podem parar, inclusive aos fins de semana e feriados. No comércio e varejo, por exemplo, vendedores, caixas e repositores frequentemente trabalham nesse formato para garantir o funcionamento de lojas e supermercados todos os dias. O mesmo ocorre no setor de alimentação, onde garçons, cozinheiros e profissionais de bares e restaurantes seguem escalas intensas para atender a demanda constante do público.
A lógica se repete em áreas como hotelaria e turismo, que dependem de equipes disponíveis diariamente, incluindo recepcionistas e camareiras, além dos serviços de atendimento, como operadores de telemarketing e call center. Na segurança, vigilantes também costumam atuar sob esse regime, já que a proteção de patrimônios exige cobertura ininterrupta.
Em geral, essas profissões têm características em comum: exigem presença física constante, funcionam em turnos ou escalas de revezamento e oferecem pouca flexibilidade de horário. Além disso, concentram trabalhadores em funções operacionais, muitas vezes submetidos a maior desgaste físico e emocional devido à intensidade da rotina e ao contato direto com o público.
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