O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, criticou a política de segurança pública do atual governador Tarcísio de Freitas e afirmou que decisões da gestão estadual têm prejudicado o combate ao crime. A declaração foi feita em entrevista exclusiva à TMC, nesta quarta-feira (06/05).
Segundo Haddad, a segurança é hoje uma das principais preocupações da população paulista, mas a condução do tema pelo governo estadual tem apresentado falhas. Ele citou perda de confiança da Polícia Civil e problemas na organização interna da Polícia Militar como exemplos.
O pré-candidato também fez críticas ao secretário de Segurança, Guilherme Derrite, apontando que mudanças administrativas teriam causado desorganização nas corporações.
Para Haddad, o principal erro do governo foi a posição contrária à proposta de emenda à Constituição voltada à segurança pública. “Esse foi o maior erro dele”, afirmou, ao defender maior integração entre os entes federativos no combate ao crime organizado.
Leia mais: EXCLUSIVO: Haddad convoca eleitor a olhar “objetivamente” para problemas de São Paulo
O ex-ministro destacou que operações bem-sucedidas dependem de cooperação entre instituições, citando como exemplo a atuação conjunta de órgãos como a Receita Federal e o Ministério Público. Segundo ele, sem integração, não há eficácia no enfrentamento de organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital.
Haddad também mencionou análises do promotor Lincoln Gakiya, especialista no tema, ao reforçar a necessidade de estratégias coordenadas.
Segurança pública em SP: governo rebate críticas e destaca resultados
A Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) reforça que a política de segurança em curso no Estado de São Paulo é baseada em dados oficiais, planejamento estratégico, serviços de inteligência, ferramentas tecnológicas avançadas e integração operacional entre as forças policiais, órgãos e instituições públicas municipais, estaduais e federais.
A efetividade das políticas adotadas está comprovada na consistente queda dos indicadores de criminalidade durante a atual gestão: em 2025, sete dos 12 índices atingiram os menores patamares em 25 anos, com reduções nos homicídios (-3,1%), latrocínios (-22,2%) e roubos em geral (-16,7%), além de quedas nos roubos de veículos e de carga. Desde janeiro de 2023, foram apreendidas mais de 722 toneladas de drogas e retiradas mais de 43 mil armas ilegais de circulação.
Os resultados refletem a política de investimentos e a valorização das forças de segurança. Mais de 18,2 mil armas, 3,6 mil viaturas e 57,3 mil coletes foram adquiridos pela atual gestão, além de aplicados R$ 327 milhões em obras estruturais. O programa Muralha Paulista, instituído em 2024, já conecta mais de 125 mil câmeras de vigilância, de 205 municípios, e possibilitou a captura de mais de 15 mil criminosos.
No combate persistente ao crime organizado, de janeiro de 2023 até abril de 2026, foram realizadas 267 ações conjuntas das forças de segurança paulistas com a Polícia Federal no âmbito da FICCO, e 227 operações com o Ministério Público. Entre os destaques está a Operação Dark Trader, que desarticulou esquema de lavagem de dinheiro das organizações criminosas com movimentação superior a R$ 1,1 bilhão.
Como exemplos de cooperação interestadual e compartilhamento de inteligência, a operação SULMaSSP resultou em 3,7 mil criminosos presos, mais de 21 toneladas de drogas apreendidas e 113 armas retiradas de circulação. Já as ações no âmbito do COSUD reforçam o combate ao crime nas divisas, com prisões e apreensões também relevantes.
Assista à entrevista na íntegra no YouTube da TMC:




