O MDB não pretende se unir ao PT nas eleições deste ano, em outubro. De acordo com um manifesto, obtido pela TMC, 70% dos diretórios não querem coligação. O documento reúne assinaturas de lideranças de 16 estados.
O manifesto é uma derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aguardava por essas definições em nível estadual para confirmar o vice em sua chapa na tentativa de buscar a reeleição.
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A elaboração do documento foi coordenado pelo vice-governador de Goiás, Daniel Vilela. O manifesto será entregue nesta terça-feira (3/03) ao deputado federal Baleia Rossi (SP), presidente nacional da legenda.
O texto defende que o partido mantenha neutralidade na disputa presidencial de 2026 e rejeita uma coligação nacional com o Partido dos Trabalhadores (PT).
Os signatários incluem os presidentes da Fundação Ulysses Guimarães e dos diretórios estaduais em mais da metade das unidades da federação. Entre eles estão dirigentes de São Paulo, reduto político de Baleia Rossi.
Três vice-governadores que devem assumir seus estados até abril e disputar a reeleição endossaram o documento: Daniel Vilela (Goiás), Gabriel Souza (Rio Grande do Sul) e Ricardo Ferraço (Espírito Santo).
Os prefeitos das capitais Ricardo Nunes (São Paulo) e Sebastião Melo (Porto Alegre) também assinaram o texto, assim como o deputado federal Newton Cardoso Jr, presidente do diretório mineiro.
Daniel Vilela deve assumir o governo de Goiás nos próximos dias após a renúncia de Ronaldo Caiado (PSD), que concorrerá à presidência. O dirigente goiano afirmou: “Esse manifesto, com todas essas assinaturas, mostra que é absolutamente zero a chance de o MDB se coligar com o PT em nível nacional”.
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A mobilização dos dirigentes estaduais responde a movimentações nos bastidores políticos. Lideranças petistas têm sinalizado a possibilidade de oferecer ao MDB a vaga de vice na chapa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A estratégia busca ampliar o arco de alianças ao centro político, repetindo a escolha do ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSB) como vice-presidente na eleição anterior.
Os articuladores do manifesto buscam pressionar a direção nacional do partido a definir uma posição antes que negociações avancem. O movimento também responde às tratativas do PT para filiar o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) e lançá-lo ao governo de Minas Gerais. A estratégia garantiria palanque a Lula no segundo maior colégio eleitoral do país.
